Dadores de rins aumentaram

Dados da Sociedade Portuguesa de Transplantação

13 outubro 2015
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O número de rins colhidos em dadores cadáver para transplantação está a aumentar, contudo, cerca de 30% não são aproveitados, uma vez que não estão em condições, devido ao facto de a população estar cada vez mais doente e envelhecida, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Transplantação.
 
Apesar de o número de transplantes de rins ter estabilizado nos últimos anos, tendo ocorrido 305 transplantes dos rins entre janeiro e julho de 2015, a doação é um problema que preocupa os responsáveis, não só por não existirem tantos dadores vivos como seria desejável, mas também porque os rins provenientes de dadores cadáveres não estão muitas vezes em condições.
 
A agravar este quadro está a realidade da doença em Portugal, país com a maior taxa de insuficiência renal crónica de toda a Europa.
 
“Colhemos, analisamos e não aproveitamos muitos rins. Apesar do aumento da colheita, não se consegue o aumento do transplante de rim na mesma proporção, porque os dadores estão mais velhos e mais doentes”, disse à agência Lusa o presidente da Associação, Fernando Macário.
 
"A taxa de dador cadáver de rim, em 2014, foi de 27,8 por milhão de habitantes, o que deveria dar à volta de 55 rins, mas a taxa de transplantação foi de 37,6, porque grande parte não está em condições, 20% a 30% não se aproveitam", disse.
 
Isto também se explica por haver atualmente muito mais rigor e todos os rins serem sujeitos a biópsias. Deste modo, muitos rins não são aproveitados, mas, quando são, mais de 90% dos transplantes renais estão a funcionar perfeitamente ao fim de um ano, explicou, sublinhando que, neste aspeto, “os números melhoraram muito”.
 
Apesar de Portugal ocupar um lugar cimeiro em doação cadáver, o mesmo já não se verifica para as doações em vida. Do total de transplantes renais registados este ano, apenas cerca de 10% foram de rins provenientes de dadores vivos (37 dadores).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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