Dadoras de óvulos mais valorizadas nos EUA que doadores de esperma

Estudo publicado na American Sociological Review

12 agosto 2007
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Os homens que doam esperma nos EUA são menos remunerados e mais mal tratados do que as mulheres que doam óvulos, conclui um estudo da socióloga Réne Almeling, publicado na edição de Junho da American Sociological Review.
 

 

No término da sua investigação sobre os bancos de doação de esperma e de óvulos nos EUA, Rene Almeling, líder da investigação da University of California, Los Angeles, EUA, chegou à conclusão de que este mercado desafia as leis básicas da oferta e da procura, ao pagar cerca de cinco mil dólares (perto de 3.700 dólares) a cada mulher por doação e apenas entre 50 a 75 dólares (entre 37 e 55 euros) a cada homem pelo mesmo acto.
 

 

Esta desigualdade persiste apesar de haver poucos doadores aptos de esperma, na medida em que apenas uma pequena fracção dos homens possui uma quantidade de espermatozóides suficientemente alta e constante para serem aceites pelos bancos de esperma, que, por esse motivo, recusam 90% dos aplicantes.
 

 

Pelo mesmo motivo, os bancos de esperma recorrem amiúde a doadores previamente recrutados, não remunerando os candidatos que não preencham os requisitos para o congelamento. Em contrapartida, as famílias que recebem os óvulos doados enviam frequentemente, por sugestão dos bancos de doação, cartões de agradecimento e verbas suplementares às doadoras.
 

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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