Custos com gravidezes múltiplas davam para pagar tratamentos de Infertilidade

Estudo apresentado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução Assistida

05 novembro 2007
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Os custos pagos pela sociedade para tratar a gestação múltipla davam para "custear todos os tratamentos de Infertilidade e ainda poupar muito dinheiro", aponta um estudo português.
 

 

O estudo, efectuado por João Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução Assistida, em parceria com o farmacêutico Vladimito Silva, decorreu durante um ano no Hospital de S. João, no Porto, na Maternidade Byssaia Barreto, em Coimbra, e no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
 

 

Contas feitas por João Carvalho indicam que "um casal pode gastar quase cinco mil euros" se recorrer a uma clínica privada, enquanto no serviço público "os tratamentos são gratuitos, mas os medicamentos são por conta do casal" e podem chegar aos mil euros.
 

 

O custo elevado e a baixa taxa de êxito de cada tratamento, estimada em cerca de 30% impelem o casal a tentar tudo para que o seu investimento resulte logo à primeira. Segundo o especialista, os médicos para aumentar as hipóteses de sucesso na primeira tentativa, “introduz dois ou até três embriões, o que deu origem a uma elevada taxa de gémeos e trigémeos", situação que classifica de “barbaridade”.
 

 

Cerca de 25% dos tratamentos de infertilidade por Reprodução Medicamente Assistida provocam gravidezes múltiplas e estas originam bebés "prematuros e com baixo peso", o que, por sua vez, causa "muitos problemas", como surdez, paralisia cerebral ou deficiente desenvolvimento físico e mental.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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