Cuidados primários pouco desenvolvidos e exagero na utilização de urgências

Defende comissão de peritos em saúde

25 setembro 2014
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Portugal tem cuidados primários pouco desenvolvidos, uma utilização exagerada dos serviços hospitalares de emergência e trauma, e menor capacidade em cuidados de longa duração, defende uma comissão de peritos em saúde.
 

De acordo com o relatório “Um Futuro para a Saúde – todos temos um papel a desempenhar”, elaborado em resposta ao convite da Plataforma Gulbenkian para um Sistema de Saúde Sustentável, para construir uma nova visão do Sistema Nacional de Saúde (SNS), “o envelhecimento da população e o aumento das patologias crónicas de longa duração exigem que novos serviços sejam criados”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere ainda que os especialistas defendem “serviços domiciliários e de proximidade mais disponíveis, com a participação das instituições de solidariedade e voluntariado, para melhorar a oferta de cuidados de longa duração, de cuidados paliativos e de saúde mental, tirando vantagem dos avanços da medicina e da tecnologia para novas formas de monitorizar parâmetros de saúde, novas formas de diagnóstico e tratamento”.
 

Os especialistas aconselham também a melhoria das “condições para a gestão das doenças crónicas, tendo como alvo 5,5 milhões de pessoas que padecem de uma ou mais patologias crónicas”.
 

“Este objetivo deve incluir cerca de 4% da população que sofre de cinco ou mais doenças crónicas, reconhecendo que 5% dos doentes com períodos de internamento hospitalar mais longos usam cerca de 31% das camas”.
 

“A criação de uma rede de referenciação de especialidades, por exemplo nas áreas do cancro e dos acidentes vasculares, para facilitar a articulação de cuidados em grandes centros e regiões, melhorando os seus níveis de prestação e libertando financiamento que pode ser investido em outros serviços” é também defendido pela comissão, presidida por Nigel Crisp, que liderou o SNS britânico (NHS).
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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