Cuidados paliativos deveriam ser introduzidos mais precocemente na doença

Recomendação feita pelo Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa

03 fevereiro 2015
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Os cuidados paliativos deveriam ser introduzidos mais precocemente na doença, alerta o Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa (NEMPAL), que lembra que cerca de 18 mil doentes oncológicos poderão necessitar anualmente destes cuidados.
 

“Os cuidados paliativos introduzidos numa fase mais precoce da doença, a par dos tratamentos dirigidos à cura, melhoram a qualidade de vida e aumentam a sobrevida dos doentes”, referiu o núcleo de estudos num comunicado.
 

“Habitualmente ligam-se estes cuidados só quando os doentes estão a morrer e, nessa altura, ajudamos, mas muito pouco. Temos de começar mais cedo para ajudarmos muito mais”, disse à agência Lusa a coordenadora do núcleo de estudos, Elga Freire.
 

A especialista em Medicina Interna reconhece que em Portugal ainda falta cobrir grande parte das necessidades de cuidados paliativos, seja no internamento ou no domicílio.
 

De acordo com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, cerca de 90% dos portugueses que necessitam de cuidados paliativos não os recebe, uma situação que Elga Freire atribui ao facto de não haver respostas adequadas.
 

“Nós estamos a tentar e todos os dias temos melhorado, agora é verdade que as necessidades são imensas e que o nosso país se atrasou muito”, disse a especialista à agência Lusa.
 

Segundo Elga Freire, a resposta deve passar pela mudança dos cuidados prestados aos doentes crónicos e terminais, o que implica a formação e treino em cuidados paliativos de todos os profissionais de saúde que tratam estes doentes e a criação de estruturas em número suficiente para poder responder às reais necessidades da população.
 

“É urgente haver um maior empenho das políticas de saúde e sociais para que se implementem as várias estruturas já definidas, nomeadamente os cuidados paliativos domiciliários”, defendeu.
 

De acordo com os estudos mais recentes, 60% dos doentes falecidos necessitariam de cuidados paliativos, repartindo-se equitativamente por diferentes níveis de complexidade.
 

Segundo as recomendações da OMS, calcula-se que cerca de 80% dos doentes oncológicos que virão a falecer podem necessitar de cuidados paliativos diferenciados.
 

Com base nos dados da mortalidade em Portugal, o NEMPAL estima que cerca de 18 mil doentes com cancro podem necessitar, anualmente, destes cuidados.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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