Cuidados paliativos: criada linha de apoio

Iniciativa da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos

01 outubro 2015
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A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lançou hoje uma linha de apoio gratuita que pretende esclarecer a população sobre o que são os cuidados paliativos, onde existem e como se pode aceder a eles. 
 
A Linha de Apoio em Cuidados Paliativos (800 209 531), que apenas estará disponível em outubro, entre as 20:00 e as 22:00, faz parte de uma campanha que assinala os 20 anos da APCP.
 
“É uma experiência piloto, vamos desenvolvê-la e estudar o seu impacto”, fazendo um estudo para perceber que “tipo de dúvidas as pessoas têm, que tipo de questões colocam e para percebermos se se justifica avançar com esta linha”, disse à agência Lusa o presidente da APCP, Manuel Luís Capelas. 
 
Ao longo de um mês, profissionais de saúde vão disponibilizar duas horas do seu dia para esclarecer a população e responder a questões como “o que são os cuidados paliativos”, “para que servem”, “quando estão indicados”, “onde existem”, “é possível ter acesso a estes cuidados em casa” e “o recurso a estes cuidados significa que a pessoa está a morrer”.
 
De acordo com Manuel Luís Capelas, o objetivo “é capacitar o cidadão com informação para que possa ser um cidadão ativo na defesa dos seus direitos”.
 
“Até podemos ter uma boa resposta de cuidados paliativos em qualidade e em quantidade, mas se a população continuar a ter presente os seus mitos, não saber como aceder a estes serviços" ou como pressionar a equipa que o acompanha a pensar nesta possibilidade para a sua situação clínica, "não vale a pena ter essa resposta”, sublinhou.
 
Traçando um retrato dos cuidados paliativos em Portugal, Manuel Luís Capelas disse que a situação tem evoluído, mas estrategicamente a resposta ainda “é insuficiente”, havendo “locais do país que estão mais bem servidos do que outros”.
 
Segundo a associação, estes cuidados centralizam-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
 
“Do ponto de vista estratégico continua a insistir-se muito na disponibilização de camas sem apostar numa resposta de cuidados paliativos domiciliários”, quando estudos demonstram que mais de 60% da população portuguesa gostaria de ser cuidada e de morrer em casa. 
 
Dados divulgados pela APCP acrescentam que 64% das pessoas com doença prolongada e incurável morrem nas camas hospitalares sem acesso a cuidados domiciliários.
 
Em Portugal, estima-se que, anualmente, 60 mil doentes necessitem destes cuidados, mas apenas cerca de 2.500 recebem este tipo de apoio por ano.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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