Cuidado com o Dengue

Em tempo de férias, OMS faz alerta sobre meios de transmissão

29 julho 2002
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez ontem um alerta: considera o ano de 2002 muito mau em termos de febre de dengue e pede aos governos e aos indivíduos para se protegerem dos mosquitos que espalham a infecção.
 

 

"Este ano assemelha-se ao de 1998, quando tivemos uma pandemia. É um panorama muito preocupante", disse Mike Nathan, do departamento de doenças infecciosas da OMS, acrescentando que em 1998 foram notificados 1,2 milhões de casos.
 

 

O dengue, uma infecção originária das regiões sub-tropicais, tem sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dores de cabeça e dores nas articulações. Mas pode degenerar em febre do dengue hemorrágico, que, em muitos casos, provoca a morte.
 

 

José Esparza, coordenador da equipa de vacinas virais da OMS, disse que a procura de uma vacina prossegue, mas é um projecto a longo prazo e não há "fórmulas mágicas" que substituam os esforços de prevenção.
 

 

A vacina tem que combater as quatro formas da febre do dengue. Assim que um indivíduo estiver infectado, só se torna imune a essa forma e tem mais hipóteses de contrair uma segunda e mais forte infecção.
 

 

Este ano, o surto deve-se sobretudo à natureza da doença, que tem sido mais predominante em áreas onde o armazenamento de água é feito de forma inadequada, assim como é deficiente o tratamento do lixo.
 

 

"Durante a pandemia de 1998, houve muitas transmissões e muita gente se tornou imune. É típico que, depois de um grande surto, apareça um surto menos intenso. A partir daí, há uma escalada até termos uma epidemia. É o que parece estar a acontecer", disse Nathan numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.
 

 

No primeiro quarto do ano, só o Brasil notificou 550 mil casos à OMS - 200 mil deles foram de febre do dengue hemorrágico. Outros países da América Latina registaram um aumento substancial no número de notificações - como as Honduras, a Nicarágua, o México (a zona Sul), a Venezuela -, assim como países da Ásia, como a Malásia. A OMS estima que anualmente se registem 50 milhões de casos e que 2,5 milhões de pessoas estejam em risco.
 

 

Mike Nathan pediu aos governos que adoptem medidas para reduzir a população de mosquitos e solicitou aos indivíduos que tomem precauções para evitar a criação de águas estagnadas, meio favorito dos mosquitos para porem ovos.
 

 

Fonte: Público
 

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