Cruz Vermelha americana defende proibição de transfusões de sangue contaminado com BSE

Risco de transmissão é teórico mas real, afirma a presidente da organização

21 agosto 2001
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Bernadine Healy, presidente da Cruz Vermelha nos EUA, afirma que fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar transfusões de sangue proveniente da Inglaterra. Ela fundamenta esta posição diz que existem riscos de contrair a variante humana da doença das vacas loucas a partir de sangue contaminado.
 

 

As autoridades inglesas admitem, de facto, a existência de um pequeno risco desta doença ser transmitida por via de transfusões sanguíneas mas que as medidas levadas a cabo para o reduzir estão a ter resultados.
 

 

A Cruz Vermelha Americana implementou a proibição de qualquer pessoa que tenha permanecido na Inglaterra por um período superior a três meses nos últimos 20 anos de doar sangue nos EUA.
 

 

A presidente deste organismo afirmou à BBC que não está preparada para assumir os riscos inerentes às transfusões de sangue passível de estar contaminado com aquela doença. “O risco da transmissão por esta via é teórico mas é um risco teórico real.” Ela continua dizendo que “até existirem testes que determinem se um doador está ou não infectado, é razoável a tomada de todas as precauções”.
 

 

Apoiados nestes argumentos, os EUA estão prestes a proibir a importação de sangue da Europa e também a proibir doações de indivíduos potencialmente contaminados com BSE.
 

 

Perante isto, as autoridades de saúde americanas já avisaram a administração Bush para a catástrofe que os EUA terão de enfrentar se as proibições seguirem avante. Kenneth Rasky, presidente da New York Hospital Association alerta que “se estas medidas forem adoptadas isso implicará uma diminuição em cerca de um terço no suprimento de sangue em Nova Iorque.” E continua afirmando que “...isso irá obrigar-nos a racionar os serviços aos nossos pacientes.”
 

 

No entanto, K. Rasky aceita a existência do risco teórico de contaminação da variante humana da doença das vacas loucas a partir de sangue contaminado mas defende que “as implicações clínicas ultrapassam largamente o risco teórico de transmissão.”
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet
 

 

Fonte: BBC

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