Cromossoma X envolvido na produção dos espermatozoides

Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

26 julho 2013
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Investigadores descobriram que uma grande porção do cromossoma X, a versão feminina do cromossoma Y, evoluiu para desempenhar um papel na produção dos espermatozoides, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto de Whitehead, e da Universidade de Washington em St. Louis, EUA, revelou que, apesar de o cromossoma X ter a reputação de ser o cromossoma mais estável do genoma, evoluiu rapidamente. Estes resultados sugerem que chegou a altura de reanalisar a importância biológica e médica deste cromossoma.
 

"Vemos isto como a vida dupla do cromossomo X. Este cromossoma é o mais famoso, o mais intensamente estudado em toda a genética humana. Este tem vindo a ser associado a doenças recessivas associadas ao cromossoma X, como daltonismo, hemofilia e distrofia muscular de Duchenne. Contudo, há um outro lado do cromossoma X, um lado que está evoluindo rapidamente e parece estar em sintonia com as necessidades reprodutivas de homens”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David Page.
 

No estudo, os investigadores começaram por comparar o cromossoma X de ratinhos e humanos para verificar até que ponto este era conservado entre as espécies. Foi verificado que os cromossomas das duas espécies partilhavam quase 96% dos genes associados ao cromossoma X e que praticamente todos estes genes eram expressos em ambos os sexos.
 

Surpreendentemente, no entanto, foram identificados 340 genes que não são partilhados pelas duas espécies. Estes genes parecem ter evoluído ao longo de mais de 80 milhões de anos, na altura em que os humanos e os ratinhos divergiram a partir de um ancestral comum. Através da análise da expressão destes genes, foi verificado que estes estavam exclusivamente ativos nas células testiculares germinativas, o que significa que contribuem para a produção de os espermatozoides.
 

De acordo com um dos autores do estudo, estes genes parecem estar envolvidos em doenças associadas à reprodução como a infertilidade e até mesmo o cancro dos testículos.
 

"Esta é uma coleção de genes que, em grande parte iludiu os geneticistas. Agora que estamos confiantes do conteúdo genético destas regiões altamente repetitivas no cromossomo X, podemos começar para dissecar o seu significado biológico”, concluíram os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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