Crises cardíacas matam mais mulheres que homens

Estudo francês apresentado no American College of Cardiology

19 março 2010
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As mulheres morrem mais de crises cardíacas, porque beneficiam menos das análises e tratamentos aplicados por rotina aos homens, segundo um estudo francês divulgado recentemente no encontro anual da American College of Cardiology, nos EUA.

 

O estudo foi realizado com 3 mil mulheres, da região francesa de Franche-Comte, que foram hospitalizadas, entre 2006 e 2007, devido a um enfarte agudo do miocárdio. A análise verificou que estas mulheres eram 57% menos propensas do que os pacientes do sexo masculino, a serem submetidas a uma angiografia, um procedimento que permite a visualização das artérias obstruídas.

 

Entre os pacientes com uma forma especialmente grave de enfarte, denominada “enfarte do miocárdio com elevação do segmento ST”, os homens tinham uma probabilidade 72% maior de receber medicação para diluir os coágulos e 24% maior de serem submetidos a angioplastia.

 

Os autores do estudo também verificaram que as mulheres eram mais propensas que os homens a morrer durante a sua primeira hospitalização (9,7% versus 5%) e a ter outro enfarte agudo do miocárdio no intervalo de um mês (12,4% versus 7%).

 

Contudo, quando os investigadores usaram um modelo estatístico especial para comparar os pacientes segundo as características clínicas e tratamentos de referência, as taxas de mortalidade eram semelhantes entre os homens e as mulheres. "Isso sugere que poderíamos reduzir a mortalidade entre as pacientes mulheres usando procedimentos mais invasivos", sugeriu o líder da investigação, François Schiele, chefe do serviço de cardiologia do Centre Hospitalier Universitaire de Besançon, em França, acrescentando que "se não existirem contra-indicações evidentes, as mulheres deveriam ser tratadas com todas as estratégias recomendadas, inclusive as mais invasivas".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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