Crise: psicólogos deveriam intervir mais

Declarações do bastonário da Ordem do Psicólogos

20 abril 2012
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Numa altura de turbulência social, o bastonário da Ordem do Psicólogo defendeu que estes profissionais deveriam intervir mais e lamenta o facto que esta classe seja tão subaproveitada em Portugal.

 

“Nós sabemos que a intervenção psicológica pode ser extremamente útil num conjunto de problemas e mais ainda em alturas de crise em que os problemas têm tendência a agudizar-se”, revelou à agência Lusa, Telmo Mourinho.

 

Em situações de crise aumentam as baixas por depressão, o consumo de antidepressivos, o número de suicídios, situações que poderiam ser reduzidas com o contributo dos psicólogos.

 

“Temos um papel importantíssimo ao trabalhar com as pessoas para impedir algumas destas situações e minorar outras" em termos de consultas e de melhoria do acesso aos centros de saúde na prestação de auxílio direto às pessoas, argumentou o bastonário.

 

Para Telmo Mourinho, o país devia “aproveitar melhor os recursos que os psicólogos podem pôr à disposição das pessoas” em áreas como a saúde, educação e empresas.

 

“Os psicólogos podem dar contributos decisivos para melhorar o estado das pessoas”, vincou, acrescentando: “Temos problemas significativos para os quais o contributo da psicologia é muito importante e deveríamos tentar fazer com que estes recursos sejam verdadeiramente aproveitados como é feito noutros países”.

 

Um desses problemas é o suicídio, que está a aumentar em Portugal. Para combater esta situação, Telmo Baptista defendeu que é preciso “saber sinalizar adequadamente as pessoas que estão em risco”. Para tal deveria ser criado um sistema de sinalização através dos serviços para que as pessoas em risco possam recorrer de imediato e também ter uma resposta imediata à sua situação de extrema gravidade.

 

Na opinião de Telmo Baptista, outro problema são as depressões, que têm custos elevados para o doente e para o Estado. “As alternativas psicológicas têm dado provas em muitos lugares do mundo [na luta contra esta doença]. São alternativas válidas, focadas, breves e que têm um custo/eficácia grande, comparativamente com outros aspetos como seja a medicação”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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