Crise pode aumentar casos de hipertensão

Tema a ser debatido nas Jornadas de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular

15 novembro 2012
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Os problemas económicos vividos atualmente entre as famílias portuguesas poderão contribuir para o aumento do número de casos de hipertensão arterial não controlada, alertou o médico internista da Unidade de Hipertensão e Risco Cardiovascular do Hospital Pedro Hispano.
 

José Alberto Silva revelou à agência Lusa que “atualmente, apenas 11% dos doentes hipertensos têm a sua doença controlada, um número que pode vir a aumentar nos próximos anos devido aos problemas económicos das famílias”.
 

As Jornadas de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular de Matosinhos, que se irão realizar na sexta-feira e no sábado, no Porto, pretendem alertar a comunidade médica e as autoridades nacionais para “a importância de controlar o flagelo da tensão arterial elevada, um problema que afeta quase metade da população portuguesa”.
 

Os especialistas acreditam que o número dos doentes não controlados pode vir a aumentar devido à falta de capacidade para comprar a medicação e às escolhas alimentares cada vez mais baseadas no preço dos alimentos e não na sua qualidade.
 

No âmbito das jornadas serão debatidos os avanços no tratamento dos doentes, nomeadamente naqueles com Hipertensão Arterial (HTA) resistente, doentes que apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos continuam com níveis elevados de pressão arterial.
 

No programa de sábado, estará em destaque a HTA resistente e um novo procedimento minimamente invasivo para o controlo da HTA resistente (a desnervação renal), numa mesa redonda sobre os últimos avanços no tratamento desta doença moderada por José Alberto Silva, e que conta com a participação dos cardiologistas José Nazaré e Henrique Cyrne de Carvalho.
 

A HTA é uma doença crónica especialmente perigosa devido à sua associação com um aumento do risco cardiovascular, incluindo acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio, assim como insuficiência cardíaca e doenças renais. Os doentes com HTA resistente têm maior probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares, quando comparados com indivíduos com HTA controlada.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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