Crise pode aumentar ainda mais o estado depressivo de Portugal

Alerta do director do serviço de psiquiatria do centro hospitalar de Gaia

12 abril 2011
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Os portugueses andam mais deprimidos e o agravamento das condições de vida aumenta as hipóteses de perturbações mentais, revela o director do serviço de psiquiatria do centro hospitalar de Gaia.
 

Em declarações à agência Lusa, Jorge Bouça revelou que “há uma relação entre condições de vida e entre a depressão. Sabemos que quanto pior as pessoas vivem e quanto pior são as condições de vida das pessoas mais hipóteses de adoecer depressivamente”.
 

O médico apontou o facto de Portugal ser “um país mais deprimido e onde a depressão vai ter expressão clínica crescente nas perturbações de ansiedade”.
 

Portugal está “mais deprimido” e o agravamento das condições de vida aumenta as hipóteses de perturbações mentais, alerta o director do serviço de psiquiatria do centro hospitalar de Gaia, que todos os meses recebe 200 novos pedidos de consulta.
 

Em 2010, este serviço registou quase 16 mil consultas externas, incluindo psiquiatria da infância e adolescência.
 

Uma das grandes preocupações são as novas tecnologias, utilizadas de forma cada vez mais frequente e que “anulam as fronteiras entre a vida privada e a pública”, tendo introduzido “um factor de depressão”. Cada vez mais “o trabalho entra pela porta dentro” e isso “é um factor que gera ansiedade”.
 

Prevê-se que “em 2030 a depressão será a principal causa de doença em todo o mundo”. Actualmente “uma em quatro famílias tem um doente com uma perturbação mental”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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