Crise diminui tratamentos de infertilidade privados

Setor privado deve preparar-se

02 abril 2013
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O número de tratamentos de infertilidade realizados nos centros privados está a diminuir devido à crise, devendo aumentar a procura nos centros públicos que têm de estar preparadas para esse crescimento, defendeu o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).
 

Em entrevista à agência Lusa, o juiz Eurico Reis revelou que os dados de 2011 já reunidos, mas ainda não analisados, apontam para uma diminuição do número de ciclos de tratamento de infertilidade nos centros privados, onde a crise económica está a ter um maior impacto.
 

Uma diminuição que contraria o crescimento verificado em 2010, ano em que nasceram 1.952 crianças através das técnicas mais complexas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) e que, em relação ao ano anterior (2009), se traduziu num aumento de 35,5 por cento de recém-nascidos resultantes destes tratamentos.
 

De forma a cumprir o objetivo do organismo a que preside de “dar resposta aos interesses legítimos destes casais que estão em sofrimento”, Eurico Reis garante que o Conselho não vai fazer propostas irrealistas nem inexequíveis.
 

“Não queremos agitar. Queremos melhorar a vida das pessoas”, revelou, reconhecendo que os elementos que compõem o CNPMA, recentemente empossados para um segundo mandato, gostariam que “a comparticipação do Estado nos ciclos fosse maior”.
 

“Vamos envidar todos os esforços e apresentar propostas que permitam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) dar uma resposta o mais eficiente possível a esse problema [maior procura dos centros públicos] que vai surgir. Porque vai mesmo surgir”, disse.
 

Sobre o impacto nos centros privados da diminuição da procura, Eurico Reis assegurou que a qualidade não vai diminuir, embora levante dúvidas sobre a possibilidade de alguns continuarem a manter as despesas.
 

Uma das medidas que está a ser equacionada pelo Conselho é a definição expressa de padrões mínimos de qualidade, os quais incluem taxas de sucesso.
 

O CNPMA vai ainda propor a definição de idades máximas para os homens terem acesso aos tratamentos de infertilidade, tal como acontece para poderem adotar uma criança.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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