Crianças sem registo à mercê das redes de prostituição infantil
20 dezembro 2001
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Cinquenta milhões de crianças de todo o mundo não foram registadas à nascença, o que as torna presas das redes de prostituição, afirmou ontem, no II Congresso sobre a Exploração Sexual Infantil, a decorrer em Yokohama, o comité das ONG que trabalha de forma permanente com a UNICEF.
 

 

Em 1998, eram referenciadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) 40 milhões de crianças nesta situação, mas os dados agora publicados pela organização indicam que são 50 milhões.
 

 

A liderar este flagelo está a África subsaariana, onde 71% das crianças não foram declaradas, seguindo-se a Ásia do Sul (63%), o Médio Oriente e África do Norte (31%), a Ásia de Leste e o Pacífico (21%), a América Latina e as Caraíbas (14%), a Europa de Leste e Central (10%), e os países industrializados (2%).
 

 

A situação piorou, apesar dos esforços envidados
 

recentemente por diversos países, entre os quais a Tailândia, onde actualmente todas as crianças são declaradas à nascença, e nas Filipinas (80%).
 

 

No Uganda, 90% da população do país não tem estado civil e mais de 10.000 adolescentes foram raptados por rebeldes do norte do país para se tornarem soldados ou objectos sexuais.
 

 

Paralelamente, mais de um milhão de órfãos, filhos de
 

pessoas falecidas no Uganda, em consequência da SIDA, não podem ficar com os bens dos pais devido à falta de identificação.
 

 

Também na Indonésia, 74% das crianças não estão
 

declaradas, das quais 77% são raparigas, por falta de gabinetes de registo civil e de fundos destinados a este efeito.
 

Fonte: Lusa
 

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