Crianças que sobrevivem ao cancro correm riscos mais tarde

Problemas de saúde podem ocorrer na idade adulta

24 maio 2005
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Duas em cada três crianças que sobrevivem a um cancro desenvolvem quando adultos problemas crónicos de saúde, desde doenças do coração à cegueira, devido às radiações e outros tratamentos que lhes salvaram a vida. A conclusão é de um estudo apresentado no congresso anual da Associação Americana de Oncologia Clínica.
 

 

Quase 10 milhões de norte-americanos sobreviveram ao cancro, incluindo 270 mil que foram diagnosticados com menos de 15 anos. Os investigadores compararam a frequência de patologias moderadas e crónicas graves entre 10.397 adultos de 18 a 48 anos diagnosticados com cancro pediátrico e tratados entre 1970 e 1986 e um grupo de 3.034 outros adultos sem passado canceroso.
 

 

Aos 45 anos, 57 por cento dos sobreviventes e 18,2 por cento do grupo testemunha tiveram problemas de saúde «moderados» (insuficiência cardíaca congestiva, coágulos de sangue nos pulmões, cirrose hepática, paragem de funcionamento dos ovários e testículos). Entre os mesmos antigos cancerosos, 37 por cento disseram ter contraído graves problemas de saúde, contra 4,6 por cento no outro grupo. Neste caso trata-se de cancro, doenças do coração ou dos rins a precisar de transplante ou paralisia de um ou mais membros.
 

 

A evolução dos tratamentos anti-cancerosos, mais selectivos e menos tóxicos, deverá permitir às crianças cancerosas actualmente em tratamento sofrer menos efeitos secundários quando se tornam adultos, sublinham os investigadores.
 

 

Fonte: Lusa
 

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