Crianças que mentem são mais inteligentes

Estudo divulgado pela BBC

20 maio 2010
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Ao contrário do que muitos pais possam supor, a capacidade de uma criança contar mentiras pode ser sinal de inteligência, de acordo com um estudo canadiano, divulgado pela BBC.

 

Os complexos processos mentais envolvidos na formulação de uma mentira são indicadores de que a criança atingiu uma fase importante do seu desenvolvimento, sugere a equipa de investigadores, liderada por Kang Lee, do Institute of Child Study da Toronto University.

 

No estudo participaram 1.200 crianças e jovens com idades entre os 2 e os 17 anos. Os cientistas verificaram que, aos 2 anos, apenas um quinto (20%) das crianças mostraram serem capazes de mentir, mas aos 4 anos, 90% das crianças analisadas mentiram.

 

A honestidade das crianças foi testada dando-lhes instruções para não olharem para um brinquedo colocado atrás delas. Pouco tempo depois, o investigador disse que tinha de sair da sala para atender um telefonema. No local estava uma câmara oculta, que registou as reacções das crianças. Quando regressou à sala, o investigador perguntou se ela se tinha virado para ver o brinquedo. Posteriormente, as respostas foram comparadas com o material gravado.

 

Em entrevista à BBC, Kang Lee aconselha os pais a não se preocuparem com as mentiras dos filhos, dado que, aparentemente, não existe relação entre esse facto e uma maior tendência para a desonestidade na vida adulta. Aliás, "é um sinal de que alcançaram uma nova fase do seu desenvolvimento", disse o cientista, explicando que a mentira só é possível porque as crianças adquiriram a capacidade de realizar um complexo malabarismo mental.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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