Crianças que cozinham preferem alimentos saudáveis

Estudo conduzido pela University of Alberta

02 julho 2012
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Tudo indica que a melhor forma de fazer com que as crianças consumam mais alimentos saudáveis, e que os consumam com gosto, consiste simplesmente em muni-las de um avental e envolvê-las na preparação das refeições, revelam os resultados de um estudo publicados no “Public Health Nutrition”.

 

“As crianças que gostam mais de fruta e legumes tendem a consumir esses alimentos com mais frequência e a seguir uma melhor alimentação”, defende Yen Li Chu, investigadora de pós-doutoramento da Faculdade de Saúde Pública, da University of Alberta, Canadá, e líder deste estudo. Segundo Paul Veugelers, coautor do estudo, o consumo, pelas crianças, de alimentos mais saudáveis promove o desenvolvimento dos ossos e músculos, bem como da aprendizagem e da autoestima.

 

Alunos de 10-11 anos oriundos de 151 escolas do estado de Alberta foram submetidos a um inquérito sobre as suas experiências relativamente à preparação de refeições e às suas escolhas em termos de alimentação. Cerca de um terço das crianças afirmou ajudar na preparação de refeições pelo menos uma vez por dia. Um quarto dos inquiridos ajudava uma vez por mês e 12,4% disse não ter qualquer contacto com a cozinha.

 

Enquanto as crianças mostravam, de uma forma geral, preferência por fruta em relação a legumes, aquelas que ajudavam a cozinhar manifestaram apreciar ambos os tipos de alimento. A preferência por legumes revelou ser igualmente superior em 10% entre as crianças que ajudavam na preparação de refeições. Os dados obtidos revelaram também que as crianças que preparavam refeições mostravam saber ter uma maior importância de se escolher alimentos mais saudáveis.

 

Yen Li Chu defende que os resultados deste estudo realçam a importância de envolver as crianças nas refeições caseiras, acrescentando que as escolas podem também participar nesta área. “As escolas podem oferecer aulas de culinária e criar clubes de culinária para que (as crianças) aumentem o consumo de fruta e legumes e tomem decisões mais saudáveis”, afirma a investigadora.

 

Embora este inquérito tenha incidido sobre crianças de 10-11 anos, as conclusões retiradas podem ser igualmente aplicadas a crianças com idades superiores, incluindo jovens que já terminaram o ensino secundário, acrescentou Paul Veugelers.

 

“É importante fazermos uma alimentação saudável. Permite-nos controlar o peso e, acima de tudo, evita o aparecimento de doenças crónicas”, afirma Paul Veugelers. O autor acrescenta ainda que “o principal objetivo do nosso trabalho consiste em diminuir o impacto das doenças crónicas na nossa sociedade. A adoção de uma dieta saudável constitui, neste sentido, uma prioridade”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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