Crianças mais baixas e leves possuem coluna mais reta

Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

05 julho 2017
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Segundo apurou a agência Lusa, os resultados do estudo, desenvolvido pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), indicam ainda que as crianças com o padrão postural retificado apresentam um esqueleto menos resistente - menor conteúdo mineral e menor densidade mineral óssea - do que aquelas que têm um padrão postural de curvaturas aumentadas.
 
Esta investigação tinha como objetivo demonstrar a existência de uma associação entre as propriedades físicas do osso e o desenvolvimento de diferentes tipos de postura, bem como o papel das quantidades de gordura e de músculo corporais nessa relação.
 
Para obtenção dos dados, foram analisadas 1.138 raparigas e 1.260 rapazes, com sete anos de idade, pertencentes à Geração XXI - projeto iniciado em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto.
 
De acordo com o investigador do ISPUP Fábio Araújo, não é "absolutamente claro" qual desses padrões é o "mais favorável", do ponto de vista clínico, principalmente em crianças onde muito pouco se sabe sobre o papel destas tipologias posturais relativamente aos sintomas músculo-esqueléticos.
 
No entanto, afirmou que tendo em conta unicamente as conclusões deste estudo, é possível defender que, relativamente à promoção das propriedades físicas do osso desde a infância, a postura de curvaturas aumentadas parece ser mais favorável e a mais indicada.
 
Para prevenir o aparecimento de uma postura retificada ou, então, promover ligeiramente o aumento das curvaturas da coluna, nos casos em que possa ser necessário, Fábio Araújo indica que se pode recomendar um aumento de peso, mas apenas nas crianças que apresentem, efetivamente, peso baixo.
 
Nestes casos, a criança pode também ser avaliada por especialistas de reeducação postural, como fisioterapeutas, para alongar a musculatura que se apresente ligeiramente encurtada e, assim, potenciar um aumento das curvaturas da coluna, dentro dos limites fisiológicos que terá de ser adaptado a cada criança.
 
Sabe-se, agora, que se o osso for afetado, o mesmo acontece com a postura, o que pode levar a problemas músculo-esqueléticos, como o desenvolvimento de dores nas costas, esclareceu o investigador.
 
"Se alterarmos a postura, poderemos conseguir influenciar a forma como o osso se desenvolve, o que pode ser importante para tratar problemas como a osteoporose", concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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