Crianças estão a ficar viciadas em compras...

...mas as portuguesas recebem poucos brinquedos no Natal

20 dezembro 2004
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Na Grã-Bretanha, as crianças estão a ficar viciadas em compras, segundo o Conselho Nacional de Consumidores. Em Portugal não existe este problema. Por enquanto...De acordo com o Conselho Nacional de Consumidores, aos 10 anos, as crianças já se tornaram shopaholics (viciados em compras), por causa dos efeitos da publicidade e da pressão dos amigos.O amor pelas compras continua a aumentar na adolescência e é particularmente forte entre mulheres jovens. O mesmo estudo mostrou que 94 por cento das raparigas, entre 10 e 19 anos, admitiram estar «apaixonadas» pelos passeios pelas lojas.Segundo os investigadores, «aos 10 anos, a maioria já foi seduzida pelo mundo das marcas, da moda e dos pequenos aparelhos electrónicos». O estudo avaliou mil jovens na Grã-Bretanha, de idades entre 10 e 19 anos. «A maioria delas diz que nós, adultos, compramos coisas sem necessidade, mas quando chega a vez delas irem às lojas, simplesmente não conseguem parar».E se o acto de comprar é um hobby para as crianças inglesas, para as portuguesas esse mal não as atinge. Segundo o estudo Toy Survey 2004, no Natal, uma criança portuguesa recebe dos pais entre quatro a cinco brinquedos, com um valor total de 88 eurosA televisão continua a ser, no país, a principal fonte de informação sobre novos brinquedos e, ao contrário do resto da Europa, surge em segundo lugar na ocupação de tempos livres dos mais novos. O Toy Survey, levado a cabo todos os anos pela marca de pilhas Duracell, abrangeu 900 crianças entre os cinco e os 10 anos, bem como os respectivos pais de nove países europeus.De acordo com o estudo, a média de oferta de presentes pelos pais no Natal é de sete brinquedos, representando um valor de cerca de 140 euros. Em Portugal, os resultados mostram que quase metade (45 por cento) dos pais diz pagar pelas prendas exactamente o que quer, enquanto poucos menos (42 por cento) ficam sempre com a ideia de que despenderam mais do que queriam. A grande maioria (70 por cento) gastou menos de 100 euros por criança em 2003. Para este ano, a expectativa da maior parte (55 por cento) dos pais é manter o orçamento de 2003, mas um quarto ainda espera gastar menos. O Reino Unido é o país em que os pais oferecem aos filhos um maior número de brinquedos: 10, a uma média de 26 euros cada. Brincar continua a ser a actividade preferida em toda a Europa e Portugal não é excepção. Mas a segunda actividade favorita das crianças portuguesas é ver televisão (com uma margem de apenas um por cento face ao «brincar»). Na média europeia, pelo contrário, a televisão só surge em sexto lugar. Entre outras actividades preferidas das crianças europeias encontram-se ainda os computadores, estar com os amigos, brincar ao ar livre e praticar desporto. Uma das conclusões surpreendentes, segundo a pesquisa, é que a maior parte das crianças portuguesas (64 por cento) diz poupar o dinheiro que recebe no Natal ou no aniversário por vezes durante mais dois meses. Os brinquedos são depois a primeira escolha para gastá-lo, seguidos de roupa e acessórios. A partir dos seis anos, as crianças começam a receber uma mesada ou semanada. A quantia varia entre os 2,70 euros na Alemanha e na Holanda e os seis em França. Portugal está próximo da média europeia, com 4,10 euros. Quanto a locais de compra, a proximidade e os preços atractivos levam os pais a eleger as grandes superfícies. Os filhos, por seu turno, preferem lojas especializadas. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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