Crianças entre 9 e 12 são as únicas que ingerem quantidade de energia recomendada

Estudo ANIBES

15 julho 2015
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As crianças com idades compreendidas entre 9 e 12 anos e com um grau moderado de atividade física são o único grupo etário cujos níveis de consumo total de energia estão adaptados às mais recentes recomendações da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar). No caso dos adolescentes, essas recomendações cobrem apenas cerca de 80%, dá conta o estudo realizado pela Fundação Espanhola de Nutrição (FEN) em colaboração com um comité científico de especialistas.
 

De acordo com o estudo científico ANIBES, o consumo total de energia de crianças entre os 9 e os 12 anos é de 1.960 calorias (kcal) por dia, com valores significativamente maiores nos rapazes (média de consumo de calorias é 2.006 [kcal] dia) do que nas raparigas (com um consumo de 1.893 calorias [kcal] por dia).
 

O residente da FEN, Professor de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade CEU San Pablo de Madrid e investigador principal deste estudo científico, Prof. Dr. Gregorio Varela-Moreiras, referiu que no caso dos adolescentes com idade entre 13 e 17 anos, o consumo médio de energia foi de 2.018 calorias (kcal) por dia, indicando que é significativamente mais elevada nos homens (2.124 calorias (kcal) / dia) do que nas mulheres (1.823 calorias [kcal] por dia) ".
 

Segundo o comunicado enviado à Alert, o estudo contou com a participação de uma amostra representativa da população espanhola, com 2.009 indivíduos com idades entre 9 e 75 anos, tendo participado 213 crianças de 9 a 12 anos e 211 jovens entre os 13 e 17 anos de idade.
 

"Os dados do estudo científico ANIBES indicam que as crianças e adolescentes consomem mais proteína do que o recomendado, tal como gorduras, mas o seu consumo de hidratos de carbono é inferior ao recomendado ", referiu o Prof. Dr. Varela-Moreiras.
 

Os cereais são o grupo de alimentos que aporta mais energia para o grupo populacional de crianças e adolescentes, seguido de carnes e produtos derivados e óleos e gorduras.
 

"Compreender o conceito de balanço energético, isto é, saber que podemos consumir a mesma quantidade de energia que gastamos, e aplicá-lo nas nossas vidas é talvez o mais importante para a manutenção da boa saúde e tentar impedir a obesidade", diz o Prof. Dr. Varela-Moreiras. "Mas, embora na teoria pareça fácil, não é tão simples na prática, já que desconhecemos em grande medida a nossa alimentação, que cada dia se torna mais complexa, o que dificulta o equilíbrio da balança. Em relação ao gasto energético através da atividade física, as informações são escassas e não há uma quantificação adequada do mesmo".
 

"Cada vez são mais as evidências científicas que demonstram que os fatores de risco para doenças crónicas são estabelecidas durante a infância e adolescência", explica a Prof. Dra. Marcela González-Gross, professora de Nutrição Desportiva e Fisiologia do Exercício da Universidade Politécnica de Madrid. "A adoção de um estilo de vida saudável é desejável desde tenra idade e é aí que o médico desempenha um papel importante no sentido de incentivar ao desporto desde a infância."
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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