Crianças em risco de tuberculose vão receber vacina em janeiro

Declarações da subdiretora geral da Saúde

23 dezembro 2015
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A vacina contra a tuberculose vai ser administrada, a partir de janeiro, às crianças em risco de doença. Após mais um atraso no fornecimento pelo laboratório dinamarquês, Portugal comprou as vacinas a um laboratório japonês.
 
A subdiretora geral da Saúde explicou à agência Lusa que apesar de uma programação de entregas a partir do atual mês de dezembro, e quando Portugal aguardava as vacinas, o laboratório estatal dinamarquês informou as autoridades portuguesas de que as vacinas estavam novamente a ser analisadas e que não iriam exportar nenhum lote para nenhum país, antes de fazerem mais testes.
 
“As nossas vacinas estão neste momento na Dinamarca, encomendadas e à espera de ver o que se vai passar em termos de controlo de qualidade na Dinamarca”, referiu a especialista em saúde pública.
 
De acordo com este cenário, e uma vez que a vacina está em falta desde março, a Direção Geral da Saúde (DGS) procurou uma “fonte de fornecimento alternativa”, tendo optado por uma vacina japonesa.
 
“Vamos conseguir alguns milhares de frascos e doses para o início de janeiro e depois teremos a possibilidade de importar ao longo de 2016 mais vacinas ao Japão. Entretanto, vamos ver o que acontece à nossa encomenda da Dinamarca”, adiantou.
 
Assim que as vacinas chegarem do Japão, serão administradas prioritariamente nas crianças de risco, que podem ser, por exemplo, as que pertencem a famílias imigrantes de países onde a taxa de tuberculose é elevada, como a Índia ou o Paquistão.
 
As crianças que vivem em zonas geográficas de Portugal onde a incidência de tuberculose é maior, bem como as familiares de doentes, serão consideradas prioritárias para as autoridades de saúde.
 
Graça Freitas referiu que, como “Portugal atingiu um nível de controlo da tuberculose muito grande, a população em geral não tem grande risco para contrair tuberculose”.
 
A subdiretora geral da Saúde reconheceu que esta forma de vacinar, apenas a grupos de risco, poderá vir a ser a de um futuro próximo, estando essa possibilidade em análise pelos elementos da Comissão de Vacinação.
 
“A tendência natural, normal de todos os países e da maior parte da Europa ocidental – a própria Irlanda, que era como nós, está a mudar a sua estratégia de vacinação e a deixar de vacinar todas as crianças para vacinar apenas as crianças de risco – é que se deixe de vacinar todas as crianças e se passe a vacinar apenas as de risco”, disse.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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