Crianças em perigo

Mais de metade dos abusadores sexuais são pais biológicos

22 março 2005
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Mais de metade dos abusadores sexuais de crianças são pais biológicos, logo seguidos doutros familiares e conhecidos dos menores, segundo dados divulgados na semana passada durante um seminário sobre a intervenção nesta área.
 

 

Dados estatísticos sobre o abuso sexual de crianças, os quais podem ser extrapolados para a sociedade portuguesa, segundo Maria Shearman de Macedo, coordenadora do Centro de Atendimento da Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV), mais de metade dos abusos sexuais de crianças são praticados por pais biológicos. Os padrastos, familiares e pessoas conhecidas das crianças são os outros principais violadores.
 

 

Valores que, segundo Maria Shearman de Macedo, continuam a surpreender os próprios profissionais que lidam com estes casos. Esta responsável da AMCV defendeu uma preparação específica em todos os profissionais que contactam com crianças e que são potenciais confidentes do abuso. «Os profissionais têm de estar preparados e especializados nesta área, de forma a saberem como reagir perante a revelação da criança de que foi abusada e quais os recursos que existem para o caso ser devidamente encaminhado», frisou.
 

 

Outros dados analisados no seminário indicam que a criança dá sinais de que foi abusada entre os zero e os oito anos e que a revelação surge, normalmente, nos adolescentes entre os 13 e os 16 anos. «É preciso que os profissionais saibam ler esses sinais», concluiu Maria Shearman de Macedo. A AMCV é uma organização não governamental que tem como finalidade «agir contra a violência sobre as mulheres e crianças».
 

 

Fonte: Lusa
 

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