Crianças e adolescentes não devem tomar antidepressivos

Fármacos aumentam risco de suicídio

03 maio 2005
  |  Partilhar:

 

 

A relação entre os anti- depressivos e o suicídio nas crianças e jovens levou a autoridade europeia do medicamento a recomendar a não utilização daqueles fármacos nesta faixa etária, aviso que está a ser seguido em Portugal.
 

 

Segundo uma nota do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), um aumento do risco de comportamento suicida em ensaios clínicos com medicamentos anti-depressivos em que participaram crianças e adolescentes levou a Comissão Europeia a solicitar ao Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) uma reavaliação dos riscos de suicídio nestes grupos etários.
 

 

Esta revisão envolveu duas classes de anti- depressivos: os Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e os Inibidores da Recaptação da Serotonina e da Norepinefrina (IRSN). Em Portugal, estão à venda medicamentos com várias substâncias activas que foram alvo da reavaliação, nomeadamente a citalopram, a duloxetina, a escitalopram, a fluoxetina, a mianserina, a milnacipran, a mirtazapina, a paroxetina, a reboxetina, a sertralina e a venlafaxina. Não existem medicamentos autorizados com a substância activa atomoxetina.
 

 

Perante estes resultados, o CHMP recomendou «a não utilização destes medicamentos em crianças e adolescentes, excepto nas indicações aprovadas neste grupos etários». Tal como outras Agências do Medicamento da União Europeia, o Infarmed alerta os médicos e os pais para a nova informação sobre os riscos associados a estes medicamentos. O CHMP recomenda que, nos casos em que o médico decide prescrever estes medicamentos no tratamento da ansiedade ou depressão, com base na necessidade clínica individual da criança ou adolescente, os doentes sejam rigorosamente monitorizados em relação ao aparecimento de comportamento suicida, auto-agressividade ou hostilidade, em particular no início do tratamento.
 

 

O Infarmed aconselha os doentes ou os pais «preocupados com a medicação» a consultarem o seu médico assistente para «discutirem outras alternativas terapêuticas e apoio não farmacológico».
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.