Crianças devem estar longe dos telemóveis, alerta estudo

Radiações «matam» células nervosas

03 fevereiro 2003
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Um estudo realizado por neurologistas suecos indica que as radiações provenientes dos telemóveis provocam a morte das células nervosas do cérebro, levando os autores a recomendar que as crianças não usem estes aparelhos.
 

 

As conclusões do relatório, que será em breve publicado na totalidade na revista científica «Environmental Health Perspectives», referem-se a várias experiências com ratos jovens que demonstraram que as radiações provenientes dos telemóveis destroem as células nervosas do cérebro.
 

 

«Dentro de algumas décadas poderemos ter uma nova geração afectada por um envelhecimento cerebral precoce devido aos telemóveis», afirmou ao diário Aftonbladet o neurocirurgião do hospital universitário de Lund (sul da Suécia) e responsável principal do estudo, Leif Salford.
 

Salford investigou os perigos das radiações provenientes dos telemóveis durante mais de dez anos e, segundo ele, a novidade do estudo é que agora é possível demonstrar que «as células nervosas do cérebro morrem devido à radiação», um desenvolvimento que servirá de base a investigações posteriores sobre a matéria.
 

 

Estudo
 

 

Durante as suas experiências, os autores do estudo expuseram oito ratos a uma radiação próxima dos dez por cento da verificada numa conversação habitual através do telemóvel e observaram que, em sete dos animais, ocorreram alterações no cérebro e morte das células nervosas.
 

 

Os investigadores consideram que a causa da morte destas células reside no facto de a proteína da albumina abandonar
 

o sangue e entrar no cérebro com a exposição às radiações.
 

Apesar dos resultados, os investigadores insistem que ainda não dispõem de dados concretos sobre como estas radiações afectam o cérebro humano.
 

 

No entanto, sugerem que os utilizadores mantenham o telefone o mais longe possível da cabeça e recomendam a utilização dos dispositivos de mãos livres.
 

 

O fabricante finlandês de telemóveis Nokia indicou entretanto que até 2010 deverão existir globalmente dois mil milhões de telemóveis.
 

 

Os peritos da companhia admitem que os mercados com maior potencial de crescimento são os da China, Brasil e Rússia.
 

 

Até final do ano, a companhia prevê um aumento de dez por cento no número de telemóveis existentes no mundo, admitindo ter vendido em 2002 um total de 405 milhões de aparelhos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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