Crianças devem consumir menos de 25 gramas de açúcares adicionados

Estudo publicado na revista “Circulation”

25 agosto 2016
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As crianças com idades compreendidas entre os dois e os 18 anos devem ingerir diariamente menos de seis colheres de chá, o equivalente a 25 gramas, de açúcares adicionados, defende um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

O consumo de alimentos ricos em açúcares adicionados durante a infância está associado ao desenvolvimento de fatores de risco de doença cardíaca, tais como aumento do risco de obesidade e de pressão arterial elevada em crianças e adultos jovens.
 

A probabilidade de as crianças em desenvolvimento terem estes problemas de saúde aumenta proporcionalmente com a quantidade de açúcares adicionados consumidos. As crianças com excesso de peso que continuam a consumir mais açúcares adicionados são mais propensas a serem resistentes à insulina, um precursor da diabetes tipo 2.
 

Miriam Vos, da Escola de Medicina da Universidade de Emory, nos EUA, refere que não existe consenso relativamente à quantidade de açúcar adicionado que é considerado seguro para as crianças, por isso os açúcares permanecem um ingrediente comumente adicionado aos alimentos e bebidas. Adicionalmente, o consumo de açúcar pelas crianças continua a ser elevado.
 

O painel de especialistas que conduziu este estudo de revisão recomenda que os açúcares adicionados não devem ser incluídos na dieta das crianças com menos de dois anos. As necessidades calóricas das crianças desta faixa etária são mais baixas que crianças mais velhas ou adultos. Adicionalmente a preferência por determinados alimentos começa desde cedo. Deste modo, a limitação da adição de açúcares pode ajudar as crianças a desenvolverem, ao longo da vida, uma preferência por alimentos mais saudáveis.
 

Os açúcares adicionados são quaisquer açúcares, incluindo o açúcar de mesa, frutose e mel, ou os utilizados no processamento e preparação de alimentos ou bebidas.
 

De acordo com os especialistas, a partir de julho de 2018, os produtores de alimentos vão ser obrigados a listar a quantidade de açúcares adicionados, o que irá facilitar a adoção destas recomendações. Até então, a melhor forma de evitar a adição de açúcares na dieta é fornecer às crianças frutas, legumes, cereais integrais, produtos lácteos com baixo teor de gordura, carnes magras, aves e peixes, e limitar alimentos com pouco valor nutricional.
 

Estima-se que as calorias necessárias para as crianças variem de mil por dia, para a criança sedentária de dois anos, a 2.400, para um adolescente entre os 14 e os 18 anos ativo, e 3.200, para aqueles com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos.
 

"Se o seu filho está a ingerir a quantidade certa de calorias para alcançar ou manter um peso corporal saudável, não há muito espaço na alimentação para a fast-food, onde a maioria dos açúcares adicionados são encontrados", referiu Miriam Vos.
 

Os especialistas defendem ainda que as crianças devem evitar o consumo de bebidas açucaradas como bebidas com sabor a frutas, bebidas desportivas, chás adoçados, bebidas energéticas, barras de cereis, bolos, bolachas e muitos dos alimentos comercializados especificamente para as crianças, como os cereais doces.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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