Crianças com tumores cerebrais beneficiam de cirurgia agressiva

Estudo da Mayo Clinic

27 dezembro 2010
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As crianças com tumores cerebrais de baixo grau (gliomas) submetidas a cirurgias agressivas para remover completamente o tumor têm uma maior probabilidade de sobrevida, revela um estudo da Mayo Clinic, nos EUA.

 

O mesmo estudo reforça, no entanto, que se a remoção completa não for possível, aliar a radioterapia à cirurgia menos completa oferece aos pacientes os mesmos resultados da remoção completa. "Este estudo reforça ainda mais a prática da ressecção cirúrgica agressiva", disse a autora do estudo, Nadia Laack, oncologista e líder da investigação, em comunicado enviado à imprensa. "Descobrimos que, quando comparamos com estudos anteriores, mais crianças são agora submetidas a remoções completas, provavelmente devido ao facto de termos melhores técnicas de neurocirurgia e melhores técnicas de imagem que ajudam os cirurgiões."

 

Como parte de um estudo que ainda continua a decorrer, os cientistas identificaram 127 crianças com gliomas de grau I e grau II entre 1990 e 2005. Destes, 90 pacientes foram submetidos a remoção completa do tumor e 20 pacientes tiveram ressecção subtotal em conjunto com radioterapia. Os resultados mostraram que, 10 anos após os procedimentos, mais de 89% dos pacientes estão vivos.

 

"Esta é uma grande notícia para as famílias, pois mostra que, mesmo quando uma cirurgia completa não é possível, o tratamento posterior com radiação reduz as probabilidades de progressão do tumor e produz o mesmo resultado obtido com a remoção completa", explicou ainda a líder da investigação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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