Crianças com síndrome do X frágil têm desenvolvimento cerebral diferente

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

11 maio 2010
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O desenvolvimento do cérebro das crianças do sexo masculino que sofrem da síndrome do X frágil difere dos que não sofrem desta doença, refere um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

A síndrome do X frágil é uma doença genética provocada por uma mutação num gene localizado no cromossoma X, o FMR-1, sendo a causa mais frequente de atraso mental hereditário e de autismo. Apesar de esta síndrome afectar cerca de uma em 40 mil pessoas, as crianças do sexo masculino desenvolvem mais sintomas do que as crianças do sexo feminino.

 

Para este estudo, os investigadores da Stanford University School of Medicine, nos EUA, utilizaram a ressonância magnética de alta resolução para monitorizar as alterações que diferenciavam a anatomia do cérebro de 41 meninos que sofriam da síndrome do X frágil e de um grupo de controlo constituído por 21 meninos saudáveis e sete crianças que apresentavam atrasos no desenvolvimento não provocados pela síndrome do X frágil.

 

As imagens ao cérebro das crianças foram obtidas ao 1 e aos 3 anos de idades; 2 anos após as crianças foram novamente submetidas a este tipo de procedimento.

 

Através dos primeiros conjuntos de imagens, os investigadores constataram que as crianças que sofriam da síndrome do X frágil tinham abundância de massa cinzenta em algumas regiões do cérebro (tálamo e núcleo caudado) e uma pequena quantidade numa parte do cerebelo denominada de “vérmis”.

 

Os resultados do estudo sugerem que a mutação genética responsável pelo desenvolvimento da doença já tinha começado a causar alterações identificáveis e consistentes no desenvolvimento do cérebro, talvez até antes do nascimento.

 

As imagens de ressonância magnética obtidas na primeira sessão também permitiram concluir que não existiam diferenças relativamente a outras áreas do cérebro, como o prosencéfalo basal e várias regiões do córtex cerebral, nos dois grupos de crianças. No entanto, foram identificadas alterações dois anos depois, sugerindo que alguns dos efeitos da síndrome do X frágil só começam a ser evidentes mais tarde.

 

Em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Allan Reiss, revela que é importante saber onde e quando a síndrome do X frágil afecta o desenvolvimento do cérebro para ajudar a monitorizar os efeitos de possíveis novos tratamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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