Crianças com infeções osteoarticulares têm muitas vezes a mesma bactéria infeciosa na garganta

Estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”

07 setembro 2017
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Segundo uma notícia publicada na CMAJ (Canadian Medical Association Journal), a presença da bactéria Kingella kingae (K. kingae) na garganta de crianças está fortemente associada à infeção óssea e articular pela mesma bactéria.
 
As infeções osteoarticulares em crianças podem ter efeitos devastadores a longo prazo na mobilidade e podem causar morte. Pensava-se que a maioria das infeções eram causadas pelas bactérias do Staphylococcus, Streptococcus e Haemophilus influenzae tipo b, sendo as crianças sujeitas a longos tratamentos com antibióticos e/ou cirurgia. Nos últimos anos, novas técnicas altamente sensíveis permitiram uma identificação mais precisa das bactérias responsáveis por estas infeções.
 
O estudo, que envolveu dois centros geriátricos no Canadá e Suíça, incluiu 77 crianças com idades entre os 6 meses e os 4 anos hospitalizadas devido a suspeita de infeção óssea ou articular e 286 controlos, sendo que a infeção óssea ou articular foi confirmada em 65 crianças.
 
“Recorrendo aos melhores métodos de diagnóstico, o nosso estudo provou que a grande maioria das crianças com menos de 4 anos que sofriam de infeções osteoarticulares estavam infetadas pela bactéria Kingella kingae”, afirmou a Jocelyn Gravel do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, da Universidade de Montreal, Canadá. “O mais significativo foi que descobrimos que 70% das crianças com uma infeção óssea/articular também possuíam estas bactérias na garganta, o que é invulgar em crianças não infetadas (apenas 6%)”. 
 
Estes resultados são importantes uma vez que, em estudos anteriores, a proporção de patogénicos desconhecidos era muito elevada. Agora, usando métodos de diagnósticos inovadores, o estudo demonstrou que a K. kingae não é rara. Pelo contrário, é de longe o patogénico mais comum nas infeções osteoarticulares em crianças. 
 
“Com base no nosso estudo, planeamos alterar a forma como se faz a investigação sobre crianças em risco de infeção óssea/articular, dado que a identificação da K. kingae na garganta de uma criança com suspeita de infeção óssea será uma indicação de que o responsável é a K. kingae. Isto pode diminuir o número de testes realizados para identificar o patogénico.”
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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