Crianças com excesso de peso mais propensas à formação de pedras na vesícula

Estudo publicado no “Journal of Pediatric Gastroenterology & Nutrition”

29 agosto 2012
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Investigadores do departamento Kaiser Permanente Southern Department of Research and Evaluation, EUA, revelaram que as crianças obesas ou com excesso de peso correm um risco mais elevado de virem a desenvolver cálculos na vesícula biliar, as chamadas pedras na vesícula.

 

Os cálculos na vesícula biliar ocorrem com frequência em adultos, mas são extremamente raros em crianças. No entanto, é cada vez maior a tendência de crianças com excesso de peso ou obesas desenvolverem patologias que normalmente só ocorrem em adultos. Daí o interesse de Corinna Koebnick e da sua equipa em estudarem os fatores de risco associados ao desenvolvimento dos cálculos biliares, tais como a obesidade, o género, a etnia e o uso de contracetivos. Para além disso, a colelitíase – a presença de cálculos na vesícula biliar – é um grave problema de saúde nos EUA. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), cerca de 20 milhões de americanos sofrem da doença.

 

De acordo com o estudo publicado no “Journal of Pediatric Gastroenterology & Nutrition” – que teve por base os processos clínicos de 510.000 crianças da Califórnia, com idades compreendidas entre os 10 e 19 anos – , as crianças com excesso de peso têm duas vezes mais probabilidade de vir a desenvolver cálculos na vesícula biliar. O risco aumenta para quatro vezes mais no caso das crianças obesas e para seis vezes mais no caso das crianças com obesidade mórbida.

 

A relação entre obesidade e cálculos na vesícula biliar revelou-se mais forte nas raparigas que nos rapazes. As crianças do sexo feminino obesas ou com obesidade mórbida revelaram, respetivamente, um risco seis a oito vezes superior de desenvolver cálculos na vesícula biliar relativamente às raparigas com peso normal. No caso dos rapazes, este risco descia para duas a três vezes.

 

Os autores do estudo concluíram também que as crianças hispânicas, dentro da faixa etária estudada, apresentavam o risco mais elevado de desenvolver cálculos biliares.

 

Ainda que não tenha sido provada a existência de uma relação causa-efeito entre a obesidade e a formação de cálculos na vesícula biliar, este estudo demonstrou haver uma relação direta.

 

Tendo em conta que a obesidade é cada vez mais uma problemática comum nas crianças – no sul da Califórnia, por exemplo, as estatísticas revelam que, até aos 19 anos, 5,5% das crianças do sexo feminino e 7,7% das crianças do sexo masculino sofrem de obesidade –, os pediatras deverão estar cada vez mais preparados para reconhecer e tratar os sintomas associados aos cálculos na vesícula biliar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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