Crianças com baixa visão exigem estimulação precoce

Acção de formação sensibiliza pais, médicos e educadores, em Coimbra

11 dezembro 2002
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"Quando os pais de uma criança que sofre de baixa visão nos perguntam «quanto é que o filho consegue ver» devemos responder sempre que o importante não é isso, mas sim o que é que ele vai conseguir fazer com essa capacidade de visão que tem", sublinhou ontem Eduardo Silva, oftalmologista com especializações em Genética e Pediatria. Falava em Coimbra, à margem de uma acção de formação na qual uma especialista brasileira, Marilda Bruno, abordava, precisamente, a importância, para o desenvolvimento integral, da estimulação precoce nas crianças que têm aquele tipo de deficiência.
 

 

Marilda Bruno, que falava perante professores, educadores, médicos e terapeutas, é mãe de um deficiente visual, hoje adulto. E encontra-se a dar a acção de formação a convite do Centro de Recursos para Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual (CRAIPDV), um projecto apoiado pelo Ministério da Solidariedade, mas lançado, precisamente, pelos pais de uma criança com uma deficiência visual profunda que esbarraram na falta de apoios existente em Portugal.
 

 

A existência do CRAIPDV (que tem como contacto o número de telefone 239723777) baseia-se na noção de que as crianças com baixa visão têm de ser alvo de uma estimulação específica, da forma e nos momentos adequados, para poder potenciar ao máximo a sua capacidade visual, por residual que esta seja. E isto antes que os outros sentidos se "apoderem" das estruturas cerebrais que a utilizam.
 

 

Leia tudo no:Público
 

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