Crianças autistas têm níveis de mercúrio normais

Estudo publicado no “Environmental Health Perspectives”

26 outubro 2009
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Não existem diferenças entre os níveis de mercúrio encontrados no sangue das crianças saudáveis e no das crianças diagnosticadas com autismo, sugere um estudo publicado no “Environmental Health Perspectives”.

 

Estudos anteriores tinham demonstrado que os indivíduos que sofrem de autismo têm um nível elevado de mercúrio no sangue, mas os resultados, bem como a qualidade dos estudos, têm-se revelado inconsistentes.

 

De forma a clarificar este assunto, os investigadores da University of California, nos EUA, contaram com a participação de 452 crianças com idades compreendidas entre os dois e os cinco anos, umas saudáveis e outras com autismo ou atrasos no desenvolvimento.

 

Aos participantes foram colhidas amostras de sangue e as mães das crianças foram submetidas a um inquérito que abordava questões relacionadas com a exposição ao mercúrio, nomeadamente na dieta, na utilização de amálgamas dentárias, na vacinação e no uso de determinados produtos de higiene pessoal.

 

Os primeiros resultados do estudo revelaram que as crianças com autismo apresentavam níveis muito baixos de mercúrio no seu sangue, mas isto foi explicado pelo facto de estas crianças ingerirem menos quantidade de peixe. Após terem ajustado os resultados para esta e outras variáveis, os investigadores concluíram que os níveis de mercúrios eram idênticos nos dois grupos analisados.

 

No entanto, Sallie Bernard, directora da SafeMinds, uma organização sem fins lucrativos dedicada a investigar os riscos de exposição ao mercúrio em produtos médicos, expressou a sua preocupação relativamente à possibilidade de uma interpretação errada destes resultados.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, Sallie Bernard afirmou que, apesar de o resultado do estudo poder ser interpretado como significando que não há uma ligação entre os níveis de mercúrio e o autismo, na sua opinião, não é isso que o artigo demonstra. ”O que eles observaram foi se havia uma exposição mais elevada ao mercúrio nas crianças com autismo após estas terem sido diagnosticadas com esta patologia. Estes são os riscos actuais, e não aqueles que poderão ter acontecido durante a gestação ou durante o primeiro ano de vida, sobre os quais não se sabe os seus efeitos.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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