Crianças autistas: equitação e oficinas de arte promovem a sua autonomia

Pais procuram estas actividades para lutar contra a exclusão dos filhos

28 novembro 2011
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Pais das crianças autistas procuram na equitação e nas oficinas de arte, uma forma de lutar contra a exclusão dos filhos, mas também de descobrir potencialidades, promovendo a sua autonomia.

 
Leopoldo Gonçalves Leitão revelou à agência Lusa que a criança autista “beneficia grandemente” de uma intervenção especializada como a equitação psico-educacional, que valoriza a pessoa em detrimento da patologia, realçando as suas competências.
 
Caso esta intervenção seja iniciada precocemente e tiver uma longa duração terá benefícios ao nível da relação, da comunicação e do comportamento, adianta o técnico de equitação psico-educacional, definindo esta actividade como “uma terapia de excelência para trabalhar com crianças portadoras de autismo e respectivas famílias”.
 
O psicólogo Leopoldo Gonçalves Leitão revelou à agência Lusa que considera “profundamente gratificante” trabalhar com estas crianças, que vão ficando gradualmente mais autónomas, e com as famílias.
 
“É um processo de crescimento e aprendizagem mútua, partilhado por todos, pais, crianças e técnicos”, que investem numa espécie de “parceria” no que diz respeito à identificação das necessidades e das potencialidades destas crianças e jovens.
 
De acordo com psicólogo, esta intervenção permite delinear um percurso ao longo do qual os pais aprendem a gerir zangas e culpabilidades, mas, sobretudo, aprendem a descobrir as potencialidades dos seus filhos.
 
O artista plástico Miguel Horta desenvolve , há vários anos, no Centro de Artes Modernas da Fundação Calouste Gulbenkian as “Oficinas Museu Aberto”, que promovem “um trabalho criativo e estimulante” para crianças e jovens com necessidades educativas especiais.
 
 Estas “oficinas” envolvem toda a família e cruzam as diferentes linguagens artísticas: movimento, expressão corporal, desenho e fotografia.
 
Para Miguel Horta, a comunicação com o jovem autista “é um fascínio e um desafio muito grande, com algumas frustrações, mas feito com muito gosto e muita teimosia. O autismo é uma profunda solidão em que a pessoa está fechada no seu mundo como se tivesse os olhos virados para dentro. Aquilo que nós fazemos é chamar a sua atenção através da arte”, explica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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