Crianças assediadas sexualmente na Net

Uma em cada cinco crianças e jovens que acedem, regularmente, à Internet, já receberam propostas sexuais on-line, refere o estudo norte-americano

25 junho 2001
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A Internet coloca as crianças em risco. Quem avisa é o responsável pelo Centro de Investigação de Crimes contra Crianças da Universidade de New Hampshire, EUA.
 

 

 

Um em cada cinco adolescentes que acedem, regularmente, à Internet, já receberam propostas sexuais on-line, refere o estudo elaborado pelo investigador Kimberly J. Mitchell.
 

 

 

Dentro dos grupos de risco encontram-se as raparigas, adolescentes mais velhos e utilizadores assíduos da Net, bem como participantes de “chats”- salas de conversação-, relata o estudo publicado na semana passada no “Journal of the American Medical Association”.
 

 

 

Algumas das crianças “aliciadas” têm menos de dez anos. Por isso, o investigador alerta pais, educadores e profissionais para “acrescentar o assédio via Internet à lista de perigos a que os jovens estão expostos”.
 

 

 

Nenhum jovem do estudo foi agredido sexualmente como consequência dos contactos feitos online, adiantaram os investigadores. Ainda assim, os dados ressaltam a necessidade de ensinar às crianças modos de evitar e lidar com essas situações.
 

 

 

"Os jovens que permanecem fora das salas de conversação são mais cautelosos em relação à correspondência trocada com estranhos e estão, por isso, menos sujeitos a esse tipo de propostas”, adiantou à Reuters o investigador.
 

 

 

Na verdade, jovens cujos os pais exigiam uma autorização prévia para entrar online, determinavam regras sobre o tempo de utilização e questionavam os locais de visitas on-line estavam menos propensos a receber propostas “indecentes”.
 

 

 

O estudo, feito por telefone a 1.500 adolescentes com idades entre 10 e 17 anos que usam a Internet pelo menos uma vez por mês, também verificou que 25 por cento daqueles que receberam propostas declararam ficar “aborrecidos” ou com medo após o ocorrido.
 

 

 

De um modo geral, 19 por cento dos entrevistados receberam uma proposta sexual de um adulto no ano anterior, a qual foi definida pelos jovens como “uma conversa de cunho sexual, um pedido de informação sexual ou de contacto sexual”. E, o mais importante, três por cento foram alvo de solicitações mais agressivas, definidas como “tentativas de contacto pessoal, telefónico ou pelo correio”.
 

 

 

Apenas 10 por cento das abordagens sexuais foram denunciadas à polícia, a um provedor de Internet ou a outra autoridade. Na verdade, 69 por cento dos pais e 76 por cento das crianças não sabiam a quem relatar os incidentes.
 

 

 

A maioria dos adolescentes “assediados” (73 por cento) eram brancos de origem não-hispânica e 46 por cento, de famílias cuja renda anual ultrapassava 50 mil dólares.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: Reuters
 

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