Crianças aprendem medos cedo e rapidamente

Estudo publicado na revista “Current Directions in Psychological Science”

17 fevereiro 2011
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As crianças não nascem a sentir receio de cobras e aranhas, mas aprendem estes medos muito rapidamente, sugere um novo estudo, publicado na revista “Current Directions in Psychological Science”.

 

Para o estudo, os investigadores mostraram dois vídeos simultaneamente a crianças com apenas sete meses. Um vídeo mostrava uma cobra e algo não-ameaçador, como um elefante. Ao mesmo tempo, as crianças ouviram uma gravação de uma voz feliz ou com medo.

 

Verificaram que os bebés passaram mais tempo a prestar atenção ao vídeo da cobra quando ouviam a voz com medo, mas não mostraram sinais de receio. Noutra experiência, foi mostrado a crianças de três anos uma tela com nove fotografias e pedido para que seleccionassem uma delas.

 

As crianças identificaram as serpentes mais rapidamente do que as flores e muito mais rápido do que outros animais que se assemelham a cobras, como sapos e lagartos. As crianças que temiam as cobras identificavam-nas tão rapidamente como as crianças que não tinha esse medo. “O que sugerimos é que temos preconceitos para detectar coisas como cobras e aranhas de forma rápida e para relacioná-las com coisas que são repugnantes ou más, como uma voz assustada", comentou, numa nota enviada à imprensa, a investigadora Vanessa LoBue, da Rutgers University, nos EUA.

 

Segundo a especialista, estudos anteriores mostraram que os adultos reconhecem rapidamente a diferença entre as criaturas assustadoras e as que não são tão ameaçadoras. O novo estudo confirmou que as crianças fazem o mesmo, mas é uma resposta aprendida e não inata.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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