Criado vírus mortífero por engano

O outro lado da engenharia genética

21 março 2001
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Na tentativa de criar uma nova vacina, investigadores de Camberra (Austrália) desenvolveram um vírus altamente mortífero.
 

 

A nova vacina estava a ser testada em ratinhos, mas todos morreram num espaço de nove dias. Este facto intrigou os investigadores australianos já que a pequena modificação que fizeram no vírus da varíola dos ratinhos não poderia ser responsável pela morte destes, uma vez que o vírus causa normalmente sintomas muito leves nos ratinhos.
 

 

Através da uma manipulação genética foi introduzido, nesse vírus, o gene que codifica a interleucina 4 (IL-4). Este deveria aumentar a produção de um mediador inflamatório e assim estimular a produção de anti-corpos.
 

 

Em vez disso, este “vírus alterado” inibiu a reacção imunitária dos ratinhos, matando toda a sua população. Até os ratinhos que tinham sido imunizados previamente contra o vírus da varíola morreram. Embora esse vírus não represente nenhum perigo para os seres humanos, podemos especular que a inserção deste gene (que codifica a IL-4) em vírus patogénicos para o Homem terá um efeito semelhante ao verificado nos ratinhos.
 

 

Podemos estar assim perante uma nova arma biológica.
 

 

A publicação desta experiência na revista "New Scientist" (vol.169, nº 2273) mereceu uma longa reflexão por parte destes investigadores, que assim pretendem chamar a atenção para o facto de que esta tecnologia mortal se encontra actualmente disponível.
 

 

 

Fonte: Medical Tribune
 

adaptado por David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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