Criado produto alimentar de fruta e algas, 100% natural

Estudo da Faculdade de Ciências de Coimbra, com colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra

24 maio 2017
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Um produto alimentar eco-inovador, combinando medronhos, amoras silvestres e algas, foi produzido por uma equipa de estudantes de mestrado da Faculdade de Ciências de Coimbra, com a colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra, noticiou a agência Lusa.
 
Semelhante a uma gelatina com polpa, o novo produto alimentar, denominado ‘gratô’, é 100% natural, sublinham os seus criadores, uma equipa de alunos do mestrado em biodiversidade e biotecnologia vegetal da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
 
A ideia de criar “um novo produto alimentar que pudesse ser ingerido por todos – crianças e adultos, intolerantes à lactose e ao glúten, vegetarianos, diabéticos, etc. –, surgiu num ‘roadshow’.
 
O ‘gratô’ consiste num “combinado de fruta e algas 100% natural e de origem vegetal”, salientam Daniela Pedrosa, Isabel Cardoso e Nádia Correia, as estudantes envolvidas no projeto.
 
“O medronho é o ingrediente principal porque queremos promover o consumo deste fruto, com muito potencial, mas pouco explorado além dos licores. Contém também amora silvestre e algas marinhas, nomeadamente grateloupia turuturu e undaria pinnatifida (vulgarmente conhecida como wakame)”, descrevem as mestrandas.
 
“A introdução das algas no combinado é uma mais-valia relevante do ponto de vista nutricional porque são muito ricas em iodo (essencial para o desenvolvimento cognitivo em crianças) e em fibras alimentares”, salientam.
 
As autoras do ‘gratô’ adiantam ainda que querem promover uma alimentação saudável e, por isso, o combinado “não tem na sua composição açúcares refinados, tem apenas o açúcar natural das frutas e uma pequena porção de stevia (adoçante natural)”.
 
O ‘gratô’, em fase de protótipo, já foi apresentado numa feira agroalimentar e a reação dos consumidores que experimentaram “foi extremamente positiva, incentivando-nos a colocar o produto no mercado”, referem as alunas da FCTUC, revelando que já estão “em contacto com algumas empresas do setor”, que manifestam interesse em comercializar o produto.
 
Falta ainda, no entanto, “realizar mais testes, mas, se tudo correr como previsto, o ‘gratô’ poderá estar na mesa dos portugueses dentro de um ano”, preveem.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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