Criado novo centro de investigação em Portugal

Iniciativa de cinco universidades portuguesas e uma britânica

11 maio 2016
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Esta semana foi apresentado o novo Centro de Investigação de Excelência em Medicina Regenerativa e de Precisão que resulta de uma parceria entre cinco universidades portuguesas - Minho, Porto, Aveiro, Lisboa e Nova de Lisboa - e a britânica Universidade College London.
 

O centro com sede no Avepark - Parque de Ciência e Tecnologia, em Guimarães, tem como objetivo centrar-se em investigação multidisciplinar, que será traduzida em métodos inovadores a serem aplicados na prevenção e no tratamento de doenças musculoesqueléticas, neurodegenerativas e cardiovasculares.
 

“O objetivo é criar algo estruturante para a investigação em Portugal, um centro que seja uma bandeira da ciência portuguesa e um dos principais centros internacionais nesta área da medicina, criando conhecimento de topo e, ao mesmo tempo, produtos e terapias que possam ser utilizadas em pacientes”, revelou à agência Lusa o vice-reitor para a investigação da Universidade do Minho (UM), entidade coordenadora.
 

 

O vice-reitor Rui Reis referiu que o centro não terá uma estrutura física construída de raiz, à parte do edifício sede, sendo utilizados os laboratórios, infraestruturas e equipamentos científicos das universidades envolvidas no projeto.
 

“Não fazia sentido construir novos equipamentos quando as universidades têm tão bons espaços disponíveis e que, pela sua utilização, irão receber uma contrapartida financeira”, salientou.
 

Durante os primeiros sete anos de atividade, o novo centro deverá ter um financiamento europeu de 60 milhões de euros, referiu Rui Reis.
 

“Ao fim dos sete anos, o centro tem de ser autossustentável à custa de financiamento conseguido em concursos, contratos e projetos nacionais e internacionais, o que não nos assusta”, acrescentou.
 

Prevê-se que o Centro de Investigação de Excelência em Medicina Regenerativa e de Precisão comece a funcionar em meados de 2017, depois de tratados os acordos entre universidades, questões jurídicas e aprovação do financiamento, o vice-reitor adiantou que serão contratadas “centenas de pessoas”.
Questionado sobre a parceria com a Universidade College London, Rui Reis referiu que na área da medicina regenerativa esta universidade é das “melhores do mundo”.
 

Além disso, frisou, “tem um conjunto de características, não só científicas, mas de valorização do conhecimento, passando o que se faz nos laboratórios para terapias”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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