Criado catálogo de proteínas mais completo

Estudo publicado na revista “Nature”

02 junho 2014
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Uma equipa internacional de investigadores criou o mais completo catálogo de proteínas humanas (proteoma humano), até à data, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 

“Podemos encarar o corpo humano como uma enorme biblioteca onde cada proteína representa um livro. O problema é que ainda não se tem um catálogo que forneça os títulos dos livros existentes, assim como onde encontra-los. Com este estudo conseguimos pela primeira vez ter um bom rascunho deste catálogo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Akhilesh Pandey.
 

No total, a equipa liderada pelos investigadores da Universidade John Hopkins, nos EUA, e do Instituto de Bioinformática em Bangalore, Índia, analisou 30 tecidos humanos diferentes, tendo identificado proteínas codificadas por 17.294 genes, o que representa cerca de 84% dos genes do genoma humano que se acredita codificarem proteínas.
 

Os investigadores também identificaram 193 proteínas oriundas de regiões do genoma supostamente não codificantes, o que sugere que o genoma humano é algo mais complexo do que o anteriormente pensado.
 

“Este foi o resultado mais entusiasmante do estudo. O facto de 193 proteínas serem resultantes de sequências de ADN que se pensava serem não codificantes significa que não compreendemos completamente como é que as células lêem o ADN, porque essas sequências codificam de facto proteínas.”
 

Apesar de os genes determinarem muitas das características do organismo, eles fazem-no fornecendo instruções para a produção de proteínas, os blocos de construção das células e consequentemente dos tecidos e órgãos. Assim, muitos investigadores consideram que um catálogo das proteínas humanas é mais útil que um catálogo de genes.
 

“Ao gerar uma base de dados das proteínas humanas, facilitamos o trabalho de outros investigadores na identificação de proteínas nos seus estudos. Acreditamos que os nossos dados vão ser considerados uma referência na área, especialmente porque eles foram gerados através de métodos e análises uniformes”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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