Criadas partes de coração a partir de células estaminais

Estudo junta investigadores de Hong Kong e dos EUA

25 agosto 2011
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Um grupo de especialistas de Hong Kong e dos EUA estão a tentar desenvolver partes do coração humano a partir de células estaminais, que estariam prontas para testes clínicos em pessoas dentro dos próximos cinco anos.

 

Os cientistas conseguiram desenvolver músculo cardíaco a partir de células estaminais, mas a equipa quer aperfeiçoá-lo de forma a conseguir  substituir qualquer parte do órgão danificada por um enfarte do miocárdio e recriar o “pacemaker” natural, no qual se origina o batimento cardíaco.

 

Conforme explica o líder da equipa da Universidade de Hong Kong, Ronald Li, "quando alguém sofre um enfarte do miocárdio, há uma pequena janela de tempo para a cura, quando o dano é ainda pequeno. Pode curar-se com um “patch”, um pequeno tecido, de modo a que não evolua para insuficiência cardíaca". "Agora temos o pedaço de músculo, mas queremos imitar melhor o que vemos no coração original e isso requer engenharia", acrescentou Li.

 

Os investigadores explicaram que um órgão ou um pedaço de tecido criado a partir de células estaminais de uma pessoa geralmente pode ser implantado cirurgicamente na mesma pessoa.

 

Assim, segundo explicou o líder da investigação, em comunicado de imprensa, "existem muitos tipos diferentes de células cardíacas. Se as células que são responsáveis pela energia eléctrica não funcionam bem, desenvolve-se arritmias ou problemas no ritmo cardíaco. Há células do músculo cardíaco que fazem o mecanismo de bombeamento mecânico funcionar o tempo inteiro."

 

A equipa usará lotes aprovados de células estaminais embrionárias humanas para gerar músculo cardíaco humano e “pacemaker” naturais para pessoas com arritmia, ou batimentos cardíacos irregulares.

 

Os investigadores planeiam transplantar estes pedaços de músculo e de “pacemaker” em porcos e, se resultar, dentro de cinco anos realizar ensaios clínicos em seres humanos, transplantando partes do coração criadas com as células estaminais dos próprios pacientes.

 

"A questão é se podemos colocá-lo no coração para que se integre com o órgão receptor. Mesmo integrado, durará?", questionou o cientista, explicando que “a equipa optou por porcos porque os corações destes animais são anatomicamente e funcionalmente mais semelhantes aos dos seres humanos."

 

Graças à capacidade regenerativa para gerar diferentes tipos de células, multiplicando-se e auto-regenerando-se, os cientistas esperam criar células estaminais que possam tratar uma série de doenças, incluindo cancro, diabetes e lesões medulares.

 

A equipa é composta de cientistas de Hong Kong e do Instituto de células estaminais de Harvard, dos Institutos Nacionais de Saúde e da Escola de Medicina de Mount Sinai, EUA.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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