Criada pele a partir de células embrionárias humanas

Estudo publicado na “Lancet”

27 novembro 2009
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Cientistas franceses desenvolveram uma forma de usar células estaminais embrionárias humanas para criar pele nova, técnica que poderá ser aplicada a vítimas de queimaduras graves, revela um estudo publicado na revista “Lancet”.

 

Investigadores do Instituto de Terapia com Células Estaminais e de Investigação de Doenças Monogénicas de Evry, França, copiaram as etapas que levam à formação da pele durante o desenvolvimento embrionário, colocando as células numa rede artificial. A pele resultante foi enxertada em cinco ratinhos. Passadas 12 semanas, a pele apresentava uma estrutura compatível com a da pele humana.

 

Em entrevista à BBC, Christine Baldeschi, que liderou o estudo, afirma que os resultados são promissores, dado que esta pele poderá resolver os problemas de rejeição sofridos pelos pacientes com queimaduras graves.

 

Actualmente, os grandes queimados podem ser tratados através de uma técnica em que se cultiva pele nova usando células da pele do próprio paciente. No entanto, o cultivo desta nova pele demora três semanas, ficando o paciente exposto durante esse período ao risco de infecções e desidratação. A pele de cadáveres também é usada para cobrir as queimaduras, mas a sua disponibilidade é limitada e geralmente esta pele é rejeitada pelo sistema imunitário do paciente.

 

Os investigadores planeiam agora testar a nova técnica em pessoas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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