Crescimento económico do país e bem-estar emocional

Estudo publicado no PNAS

16 dezembro 2010
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O crescimento económico não está associado com um aumento do bem-estar a longo prazo, segundo um estudo da University of Southern California, nos EUA, publicado na edição online da revista “Proceedings of National Academy of Sciences"(PNAS) .

 

O economista fundador do campo de estudos sobre a felicidade, Richard Easterlin, ao qual se deve o termo "paradoxo de Easterlin", apresenta na revista PNAS o resultado do mais amplo estudo da área que mostra que uma taxa de crescimento económico mais elevada não resulta num maior aumento da felicidade.

 

A pesquisa, que incluiu 37 países, ricos e pobres, de tendência capitalista e ex-comunista, mostra, com resultados conclusivos que a longo prazo, o bem-estar de um país não cresce com o rendimento. Em contraste com os estudos de curto prazo, que têm mostrado uma correlação entre o crescimento económico e a felicidade, o estudo avaliou a relação entre a felicidade e o crescimento económico em cada país durante uma média de 22 anos, e de, pelo menos, dez anos.

 

Segundo explicou Easterlin, em comunicado de imprensa, "o paradoxo da felicidade e do rendimento é de que, nalgum ponto no tempo, a felicidade e o rendimento correlaciona-se positivamente, mas com o passar do tempo, a felicidade não aumenta, quando aumenta o rendimento do país”.

 

O investigador salienta que, com aumento rápido da receita nalguns países, parece extraordinário que não existam dados que registem uma melhoria acentuada no bem-estar individual, factor esperado pelos principais economistas e políticos de todo o mundo. Easterlin dá os exemplos do Chile, China e Coreia do Sul, três países onde a rendimento per capita duplicou em menos de 20 anos.

 

Durante esse período, a China e o Chile mostraram números, pouco relevantes estatisticamente, ao nível da satisfação com a vida. A Coreia do Sul apresentou, inicialmente, um aumento não significativo nas estatísticas no início dos anos 80 do século passado, mas em quatro inquéritos realizados entre 1990 e 2005, a satisfação com a vida diminuiu ligeiramente.

 

Easterlin argumenta que se o crescimento económico não é a principal via para uma maior felicidade, as políticas mundiais devem centrar-se mais directamente sobre as preocupações pessoais mais prementes relacionados a situações como a saúde e a vida familiar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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