Crescer na cidade, sem animal de estimação aumenta risco mental

Estudo publicado na revista “PNAS”

07 maio 2018
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As crianças que crescem em ambientes rurais, rodeadas de animais e de pó cheio de bactérias desenvolvem um sistema imunitário mais resiliente ao stress, podendo correr um menor risco de doença mental em comparação com as que crescem em cidades e sem animais de estimação.
 
Este achado foi a conclusão de um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, e pela Universidade de Colorado Boulder, EUA, o qual dá mais força à “hipótese da higiene”, que prevê que os ambientes demasiado estéreis promovem problemas de saúde.
 
Paralelamente, mais uma vez, foi demonstrado que crescer com animais de estimação é benéfico, não só, como é já sabido, para fortalecer o sistema imunitário contra o desenvolvimento de asma e alergias, mas também para a saúde mental.
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Stefan Reber da Universidade de Ulm, recrutaram 40 homens alemães saudáveis, com 20 a 40 anos de idade. Metade dos participantes tinha crescido em quintas com animais; a outra metade tinha crescido em grandes cidades e sem animais de estimação.
 
Os voluntários foram solicitados a fazerem um discurso em frente de um grupo de observadores com expressão facial neutra e depois a resolverem um problema de matemática difícil com o tempo contado.
 
Foram recolhidas amostras de saliva dos homens cinco minutos antes e cinco, 15, 60 e 120 minutos após os testes.
 
Os participantes que tinham crescido em cidades revelaram uma resposta imune inflamatória ao fator de stress bastante exagerada que persistiu durante o período de 120 minutos, embora tenham relatado sentirem-se menos stressados do que os homens que tinham crescido no campo.
 
“Esta resposta inflamatória exagerada é como um gigante adormecido, o qual desconhecem totalmente”, disse Christopher A. Lowry, um dos investigadores no estudo.
 
Estudos anteriores demonstraram que as pessoas com uma resposta inflamatória exagerada poderão desenvolver depressão e stress pós-traumático numa fase posterior. Foi também verificado que o ambiente microbiano tem uma enorme influência sobre o desenvolvimento da resposta imunitária ao stress. 
 
Os investigadores aconselham assim a quem vive nas cidades a consumir probióticos, passar tempo na natureza e a adotar um animal de estimação.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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