Creme vaginal contra HIV e herpes

Teste clínico será feito em 3.200 mulheres

07 março 2005
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Mais de 3.200 mulheres de diferentes partes do mundo começaram na semana passada a participar num teste clínico, destinado a confirmar a eficácia de dois cremes de aplicação vaginal que inibem a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e do herpes.
 

 

Investigadores da Escola de Medicina Mount Sinai, Nova Iorque, demonstraram que um creme aplicado na vagina proporciona protecção contra a infecção pelo vírus de imunodeficiência humana (HIV), bem como ao vírus Herpes simplex.
 

De acordo com o relatório das Nações Unidas sobre a epidemia mundial da SIDA, em 2004 havia cerca de 40 milhões de pessoas no mundo infectadas com HIV, e quase a metade dos infectados é mulher.
 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que a relação sexual sem protecção é a principal modalidade de transmissão de HIV entre as mulheres que não usam drogas intravenosas, e que o herpes genital desempenha um papel importante na propagação do HIV.
 

 

Em muitos países em desenvolvimento e entre os sectores menos favorecidos dos países desenvolvidos, as mulheres estão mais expostas a esse tipo de contágio porque não contam com meios para se proteger e porque os homens se recusam a usar preservativos.
 

 

Um dos cremes tem o nome de PRÓ 2000 e é produzido pela firma Indevus Pharmaceuticals, de Lexington, Massachusetts, enquanto o outro, chamado BufferGel, é um produto da ReProtect de Baltimore, em Maryland.
 

 

Os testes de laboratório mostraram que o PRÓ 2000 tem eficácia antiviral na vagina, tanto contra o HIV como contra outras doenças venéreas. O BufferGel aumenta a acidez natural da vagina na presença do fluido seminal e isso neutraliza o ambiente vaginal em cerca de um grau, o suficiente para desactivar o HIV e outros agentes patógenos.
 

 

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, que patrocina o teste, informou que as primeiras voluntárias para este teste clínico já se inscreveram em Durban, África do Sul, e na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. Em breve, também começará o registo de participantes no Malawi, Tanzânia, Zimbabué e Zâmbia. O teste irá demorar cerca de 30 meses.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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