Cosméticos contêm químicos perigosos para a saúde

Ftalatos podem por em causa a fertilidade

11 julho 2002
  |  Partilhar:

Vários produtos de beleza, perfumes, cremes ou desodorizantes contêm ftalatos, um produto químico perigoso para a saúde, em especial para a fertilidade, revela um estudo realizado por três organizações de luta pelo ambiente.
 

 

Durante o estudo, da autoria do Grupo de Trabalho sobre o Ambiente "Coming Clean e Health Care without Harm", foram testados 72 produtos, tendo 52 deles revelado conter ftalatos, o que corresponde a 72 por cento.
 

 

Os ftalatos, uma família de produtos químicos industriais utilizados para amolecer o plástico e como solvente, provocam a atrofia dos testículos nos homens e vários problemas nos órgãos de reprodução.
 

 

Testes realizados em animais revelaram ainda outros efeitos, tais como lesões no fígado, rins e pulmões.
 

 

Estes ftalatos foram encontrados em produtos como o perfume Poison de Christian Dior, desodorizantes e gel para o cabelo de marcas como a Revlon, Calvin Klein e Procter & Gamble, revela o estudo, adiantando que é nos perfumes que a substância é mais encontrada.
 

 

"Produtos químicos que podem pôr em perigo o desenvolvimento e a fertilidade futura dos bebés não deveriam ser encontrados em produtos fabricados para as mulheres", criticou Bryony Schwanm, coordenador da Coming Clean.
 

 

O estudo, citando o Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, indica que cinco por cento das mulheres em idade fértil, o que representa cerca de dois milhões de norte- americanas, poderão ser 20 vezes mais afectadas que o normal.
 

 

Há mais de 20 anos que o CDC conhece estes ftalatos, já detectados noutros produtos correntes como embalagens de alimentos, cortinas de banho, interiores de automóveis e tintas.
 

 

Os ftalatos podem ser contraídos através da aplicação de cosméticos, mas também através da inalação de fumos ou ingestão de alimentos contaminados.
 

 

"Falhas jurídicas permitem à indústria dos cosméticos, que gera cerca de 20 mil milhões de euros por ano, introduzir estes ftalatos em vários produtos destinados ao homem sem os obrigar a testes prévios", acusa o documento, que precisa que foram efectuados testes em apenas menos de um por cento dos produtos disponíveis no mercado.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.