Cortes na Saúde não provocaram uma “devastação” na qualidade de vida

Declarações do secretário de Estado da Saúde

28 dezembro 2015
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Os cortes na Saúde não provocaram uma “devastação” na qualidade de vida dos portugueses, defendeu o secretário de Estado da Saúde.
 

“Não cremos que, no essencial, os cortes tenham provocado uma devastação na qualidade de vida e saúde dos portugueses. Pelo contrário. A informação que temos é que, apesar dos cortes, os profissionais, as instituições e serviços têm respondido cabalmente às necessidades da população”, disse Manuel Delgado.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o secretário de Estado da Saúde referiu que, no essencial, “as coisas” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) “estão bem”, por isso, não há motivos para alarme.
 

“O SNS tem provado, ao longo dos anos, elevada competência, elevada qualidade, tem salvado muitas vidas, havendo bons indicadores de saúde”, acrescentou.
 

Apesar de reconhecer que os cortes, em alguns casos foram para “além do razoável”, o governante lembrou que a capacidade resolutiva dos profissionais e instituições permitiram continuar a prestar um “bom serviço” à população.
 

Questionado sobre o projeto de resolução do PCP que recomenda ao Governo a avaliação dos cortes no SNS nos últimos quatro anos, Manuel Delgado explicou que é “sempre muito difícil” conseguir esses dados.
 

“O impacto dos cortes é sempre muito difícil de se avaliar quando não temos toda a informação, designadamente quando não temos o impacto real sobre a vida, saúde e bem-estar das populações. Esse trabalho não é fácil de se fazer porque não temos um seguimento total de todos os doentes”, concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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