Cortes na saúde não poderão colocar em causa o funcionamento das unidades de AVC

Declarações do presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral

06 fevereiro 2012
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O presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) tem receio que as medidas de ordem económica que estão a ser adotadas no setor da saúde possam por em causa o funcionamento das unidades de AVC.

 

“Temos de prestar atenção para que essas medidas não coloquem minimamente em causa estas unidades, dada a sua importância na abordagem na fase aguda do acidente vascular cerebral, com benefícios para a diminuição da mortalidade e da incapacidade”, revelou à agência Lusa, o neurologista Castro Lopes.

 

“Estamos preocupados, como é evidente, nós não somos gestores, somos médicos, mas achamos que a gestão deve vir beber à ciência as noções fundamentais, para que os cortes na saúde não sejam cegos, ao ponto de, neste caso concreto, afetarem gravemente o funcionamento das unidades de AVC”, acrescentou o médico.

 

Castro Lopes teme que nesta fase “haja prejuízo no que respeita à prontidão da resposta e à rapidez no transporte dos doentes para as unidades de AVC”.

 

Existem atualmente 32 unidades de AVC que “cobrem, mais ou menos, o país”, disse o responsável.

 

Contudo, o especialista considera que “cobrir o país não é suficiente, é preciso que elas sejam eficientes e para serem eficientes tem de receber os doentes rapidamente. Não podemos andar a fechar urgências, a não pagar aos transportes pré-hospitalares e a deixar de equipar devidamente e cada vez melhor estas unidades”.

 

“Estamos a assistir a uma baixa de mortalidade por AVC em Portugal, estávamos na ordem dos 200 por 100 mil, agora acho que podemos atirar para um número à volta dos 160 por 100 mil, o que já é uma baixa acentuada na mortalidade, e também já vemos muito menos gente com meio corpo são a arrastar meio corpo doente”, salientou.

Para Castro Lopes, esta evolução positiva deve-se “aos cuidados na fase aguda do AVC e a uma fisioterapia cada vez mais exigente e mais ativa”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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