Corte tardio do cordão umbilical é benéfico

Estudo publicado na revista “The Cochrane Library”

16 julho 2013
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Atrasar o corte do cordão umbilical é benéfico para a saúde do bebé, sugere um estudo publicado na revista “The Cochrane Library”.
 

Em muitos países desenvolvidos, é prática corrente cortar o cordão umbilical menos de um minuto após o nascimento do bebé. Contudo, cortar o cordão demasiado cedo poderá reduzir a quantidade de sangue que passa da mãe para o filho através da placenta, afetando os níveis de ferro. Por outro lado, atrasar o corte pode também aumentar o risco de iterícia.
 

Atualmente a organização Mundial de Saúde recomenda que o cordão seja cortado um a três minutos após o nascimento.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, fizeram uma revisão de 15 ensaios que envolveram um total de 3.911 mulheres e os seus bebés. Foram analisadas as concentrações de hemoglobina, da mãe se filho separadamente.
 

Os investigadores observaram que o corte tardio do cordão umbilical não afetava o risco de hemorragia materna e era benéfico para o bebé. Quando o corte do cordão era atrasado, os bebés apresentavam níveis mais elevados de hemoglobina, um a dois dias após o nascimento, e apresentavam um menor risco de ter deficiência em ferro, três a seis meses após o nascimento. O peso à nascença foi também mais elevado quando o corte do cordão foi atrasado.
 

“Tendo em conta a informação crescente no que diz respeito ao facto de o corte do cordão umbilical aumentar as concentrações de hemoglobina e o armazenamento de ferro nas crianças, o atraso do corte parece estar justificado”, revela Philippa Middleton, responsável pela investigação
 

O estudo referiu ainda que corte tardio do cordão umbilical aumentou ligeiramente o número de crianças que necessitaram de tratamento para a icterícia. De acordo com a investigadora, os benefícios do atraso do corte do cordão umbilical têm de ser balanceados contra o pequeno risco de icterícia nos recém-nascidos. O atraso do corte do cordão no aumento do armazenamento de ferro pode ser particularmente benéfico.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

comentario

A placenta é apenas um filtro que permite a passagem de O2 e alimentos para o feto o contrário C02 e catabólitos do feto para a mãe e assim nunca poderá haver há redução da quantidade de sangue da mãe para o feto.
As passagens que há são infimas e resultam de alterações do filtro/placenta como se uma rede estivesse rota.
Também não percebo como é que podem ter chegado à conclusão que o peso ao nascer foi maior, pois o corte do cordão se fez depois do feto ter nascido

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