Cortar para metade o açúcar nos pacotes que acompanham o café

Proposta da Direção Geral de Saúde

18 janeiro 2016
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Cortar para metade a gramagem de açúcar nos pacotinhos que acompanham o café, reformular os alimentos em parceria com a indústria alimentar e educar nas escolas com ações para reduzir a sacarose são propostas da Direção Geral de Saúde.
 
O diretor do Programa Nacional de Alimentação Saudável, Pedro Graça, disse à agência Lusa que reduzir para três ou quatro gramas o açúcar contido nos atuais pacotes que costumam acompanhar os tradicionais cafés, e que trazem sete ou oito gramas, e só dar ao consumidor quando pedido é uma das medidas que a Direção Geral de Saúde (DGS) entregou no Ministério da Saúde.
 
Pedro Graça referiu que foram entregues recentemente no Ministério da Saúde um conjunto de medidas para reduzir o açúcar na vida dos portugueses, medidas, essas que vão ter “baixos custos para as pessoas e para o Estado”.
 
Uma outra proposta que chegou ao Ministério da Saúde via DGS inclui o estabelecimento de parcerias com a restauração e a indústria alimentar para que sejam reformulados os produtos alimentares de forma a terem menos açúcar, como por exemplo, os cereais de pequeno-almoço.
 
A restrição do acesso de açúcar às pessoas vai também ser feito através de ações de educação nas escolas e ações de sensibilização junto da população em geral, explicou Pedro Graça, da Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCAUP).
 
“As medidas de sensibilização e de educação alimentar a toda a população, em particular à população em idade escolar, a segunda medida é a reformulação dos produtos alimentares já hoje disponíveis e a continuação dessa reformulação para que eles contenham cada vez menos açúcar e, em terceiro lugar, a redução da quantidade de açúcar presente nos pacotes de açúcar que hoje são disponibilizados à população, a par de um aconselhamento para que esses pacotes não sejam disponibilizados de imediato e apenas a pedido dos consumidores”, defendeu Pedro Graça. 
 
De acordo com o diretor do Programa Nacional de Alimentação Saudável, Portugal é um “país guloso e um país salgado e, por isso é importante ter em conta de que não se conseguem mudar hábitos com séculos de um dia para o outro.
 
“Temos de ser firmes”, com política continuada que não seja interrompida por impulso”, disse Pedro Graça.
 
“Tem de haver uma política, uma estratégia alimentar a médio prazo. Os países que conseguiram de facto ter impacto grandes na mudança do sal e na mudança do açúcar são países que tiveram medidas e estratégias a dez e 20 anos e tem de ser assim”, argumentou o diretor do Programa Nacional de Alimentação Saudável e professor e investigador na Universidade do Porto.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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