Corrida ao bebé-cópia

Equipa norte-americana vai iniciar projecto de clonagem humana

06 agosto 2001
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Ainda não se sabe o local no mundo ou se Severino Antinori, o médico que no domingo anunciou o projecto de clonagem humana, também participará na experiência, ou até mesmo se será o mesmo projecto que Antinori anunciou ao jornal britânico “Sunday Times”, mas os EUA também não vão ficar de fora.
 

 

Depois de um geneticista italiano ter informado que vai iniciar, em Novembro, a clonagem humana com 200 mulheres voluntárias, é agora a vez dos EUA.
 

 

Hoje, na Academia Nacional de Ciências em Washington, e durante uma conferência de imprensa, uma equipa de especialistas em reprodução deverá anunciar a clonagem de 200 seres humanos.
 

 

A informação está a ser difundida pela estação televisiva CNN e foi apresentada por Panos Zavos, um professor aposentado que dirige uma corporação de venda de produtos e tratamento para infertilidade.
 

 

Zavos e a sua equipa já estão a trabalhar com 200 casais inférteis, e o objectivo, segundo o especialista, é ajudá-los a ter um bebé.
 

 

O mesmo especialista afirmou à CNN que Severino Antinori, o médico italiano que ajudou uma mulher de 62 anos a engravidar em 1994, também está envolvido no projecto. Antinori é o director do Instituto Internacional de
 

 

Investigação Associada, em Roma, que, em entrevista ao “Sunday Times” afirmou estar a preparar a primeira tentativa mundial de clonagem humana com 200 mulheres voluntárias de vários países
 

 

Até ao momento, nenhum ser humano foi clonado, e as mais bem-sucedidas tentativas de clonagem foram feitas com ovelhas, vacas e ratos.
 

 

Um pouco por todo o mundo, a comunidade médica tem vindo a manifestar-se contra a clonagem em seres humanos. Especialistas em fertilidade alertam para o facto de a clonagem humana envolver um grande risco de aborto, ou mesmo de nados-mortos ou com deficiências físicas.
 

 

Zavos e Antinori não revelaram ainda os métodos que serão usados, mas acredita-se que será uma técnica semelhante à usada para fazer a ovelha Dolly, a primeira ovelha clonada do mundo.
 

 

Caso seja a mesma, a técnica envolve a extracção de ADN - material genético - de uma célula e a sua implantação num óvulo que em seguida será colocado no útero da mãe.
 

 

A criança que resultará desta experiência será uma “cópia” da pessoa a quem foi extraído o ADN.
 

 

Ian Wilmut, o cientista que criou Dolly, afirmou à CNN que até o nascimento da ovelha foram feitas 277 tentativas. É por esta e muitas outras razões que Wilmut não apoia a clonagem humana.
 

 

Mas Zavos afirmou que ele e a sua equipa acreditam ter conhecimentos necessários para obter com sucesso a clonagem de um embrião e implantá-lo nas participantes do projecto.
 

 

Embora a clonagem de seres humanos ainda não seja considerada crime à luz da lei norte-americana, Zavos afirmou que a sua equipa não pretende trabalhar no país, embora não tenha esclarecido onde será efectuada a experiência.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fontes: CNNe
 

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